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O que se sabe sobre o desabamento dos dois prédios no Rio

Bombeiros trabalham nos escombros para tentar localizar possíveis vítimas na comunidade da Muzema; área estava sob o domínio de milícias

12 abr 2019
12h52
atualizado às 14h18
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A comunidade da Muzema, zona oeste do Rio, onde dois prédios desabaram nesta sexta-feira (12) é uma área sob o domínio de milícias - grupos paramilitares formados por PMs, militares, agentes penitenciários, civis, que exploram ilegalmente vários negócios.

Bombeiros carregam vítima retirada dos escombros de dois prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 12 de abril de 2019
Bombeiros carregam vítima retirada dos escombros de dois prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 12 de abril de 2019
Foto: WILTON JUNIOR / Estadão

O desabamento dos dois edifícios com construções irregulares deixou ao menos duas pessoas mortas, um homem e uma criança, e outras sete ficaram feridas.

O Corpo de Bombeiros trabalha nos escombros com uma lista de 17 nomes de pessoas que estariam desaparecidas. Eles isolaram a área da tragédia porque outros prédios do entorno estariam em risco iminente de desmoronamento. Cães farejadores já estão no local.

Veja o que se sabe sobre o desabamento dos edifícios na Muzema:

* Ao menos sete pessoas ficaram feridas e foram transferidas para hospitais públicos e privados;

* Bombeiros trabalham nos escombros com uma lista de 17 nomes de pessoas que estariam desaparecidas;

* Os imóveis tinham quatro andares;

* Por se tratar de área dominada por milícia, os técnicos da fiscalização municipal necessitam de apoio da Polícia Militar para realizar operações no local;

* Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, acompanha no local o trabalho dos bombeiros;

* A região é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e os prédios ali construídos não respeitam a legislação em vigor;

* A comunidade da Muzema foi uma das áreas atingidas pelo temporal que caiu no Rio no início desta semana;

* Complexo da Muzema é formado por duas comunidades, a do Cambalacho e a da Muzema. De acordo com o Instituto Pereira Passos (IPP) na favela da Muzema moram pelo menos 4 mil pessoas em 1528 domicílios.

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Estadão

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