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Mulher morre ao cair de prédio em Brasília e marido é detido

Segundo a Polícia Civil, marido é suspeito de jogar a vítima pela janela; caso é tratado como feminicídio

7 ago 2018
07h59
atualizado às 09h18
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A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de uma mulher de 37 anos após a queda do 3.º andar de um apartamento na Asa Sul, em Brasília. O caso está sendo investigado como feminicídio. O crime aconteceu nesta segunda-feira (6) no bloco T da quadra 415. Segundo a corporação, o marido da vítima, de 44 anos, é suspeito de jogá-la pela janela.

Imagem do Bloco T da quadra 415 na Asa Sul, em Brasília, onde o caso aconteceu
Imagem do Bloco T da quadra 415 na Asa Sul, em Brasília, onde o caso aconteceu
Foto: Google Street View

Por volta das 18h, os agentes foram acionados. Ao chegarem ao local, ouviram testemunhas e realizaram a perícia.

De acordo com informações da Polícia Civil, o marido afirma que não se lembra do que aconteceu no apartamento e não sabe a origem dos arranhões em seu corpo. Ele também admitiu que é alcoólatra e que bebeu cachaça durante o dia.

A vítima chegou a ser levada pelo Corpo de Bombeiros do DF ao Hospital de Base de Brasília, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O marido foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e depois à carceragem da Defensoria Pública.

Paraná

No dia 22, a advogada Tatiane Spitzner morreu após cair do quarto andar do prédio onde morava com o marido, Luiz Felipe Manvailer, em Guarapuava, a 257 quilômetros de Curitiba. Na segunda-feira, ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelo crime de feminicídio. O professor de biologia é suspeito de jogar a mulher da sacada.

Imagens de câmeras do prédio onde o casal morava flagraram uma série de agressões de Manvailer contra a vítima nos momentos que antecederam sua morte.

Além do crime de feminicídio, também foram apresentadas como qualificadoras do homicídio: motivo fútil, morte mediante asfixia e uso de meio que dificultou a defesa da vítima. Manvailer foi denunciado pela prática dos crimes de cárcere privado (por ter impedido a saída da mulher do apartamento) e fraude processual (por ter removido o corpo da vítima do local da queda e limpado o sangue deixado no elevador).

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Estadão
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