A ocupação Portal do Povo, em um terreno no Morumbi, zona oeste de São Paulo, cerca de 4 mil pessoas estão instaladas há quase um mês para reivindicar casa própria, segundo divulga o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, publicada neste sábado, apesar de grande número de barracas no local, a maioria continua vazia.
O jornal relata que sua equipe esteve no local por dois dias seguidos, em horários diversos, e verificou que a maioria das barracas “só serve para demarcar território e tentar vaga futura no cadastro da casa própria”.
Ainda segundo a publicação, o movimento alegou que as 4 mil famílias fazem revezamento durante a noite. "O fato de não dormirem 4 mil famílias lá não significa que não precisem de moradia. São pessoas que vivem no entorno em situação precária", disse Natalia Szermeta, coordenadora do MTST.
A ocupante Regina Célia Ribeiro, 40 anos, explicou na última quinta-feira, por volta da hora do almoço, que o acampamento estava vazio porque os sem-teto estavam trabalhando. Outros afirmavam que estariam em um ato na sede da construtora Even, dona da área. O ato, segundo a PM, reuniu cerca de 130 pessoas.
Manifestantes pararam na frente da sede da Oi, na Vila Olímpia
Foto: Alan Morici / Terra
Grupo pede melhorias nos serviços oferecidos pelas empresas
Foto: Alan Morici / Terra
Protesto seguiu pelo bairro, na direção de outras sedes de empresas de telefonia
Foto: Alan Morici / Terra
Protesto interditou algumas ruas das regiões oeste e sul da capital
Foto: Alan Morici / Terra
Movimento seguia pacífico no início da manhã
Foto: Alan Morici / Terra
Grupo iniciou o ato ainda durante a madrugada
Foto: Alan Morici / Terra
Segundo a direção do MTST, não há uma mudança no perfil dos protestos do movimento
Foto: Alan Morici / Terra
Protesto contra as empresas de telefonia seguiu pela Vila Olímpia
Foto: Luiz Cláudio Barbosa / Futura Press
Manifestantes marcharam pela avenida dos Bandeirantes após deixarem o prédio da Oi
Foto: Alan Morici / Terra
Uma das vias foi interditada pela Polícia Militar
Foto: Alan Morici / Terra
O grupo seguiu pela avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini
Foto: Alan Morici / Terra
Segundo a organização, cerca de 5 mil participam do ato nesta quarta
Foto: Alan Morici / Terra
Grupo marchou em direção ao prédio da Claro
Foto: Alan Morici / Terra
Guilherme Boulos falando com os manifestantes
Foto: Alan Morici / Terra
No início da tarde, o protesto chegou ao prédio da operadora
Foto: Alan Morici / Terra
Manifestantes encontraram portões fechados
Foto: Alan Morici / Terra
Houve um princípio de tumulto no local
Foto: Alan Morici / Terra
Durante o protesto, um grupo de 20 sem-teto invadiu o estacionamento da empresa
Foto: Alan Morici / Terra
Sem-teto protestam contra operadoras de celular em São Paulo
Foto: Alan Morici / Terra
Após conversa, os manifestantes se retiraram
Foto: Alan Morici / Terra
A "invasão" ocorreu apenas na área externa da empresa
Foto: Alan Morici / Terra
O líder do MTST, Guilherme Boulos, negou que tenha havido tentativa de invasão por parte de sem teto
Foto: Alan Morici / Terra
Segundo a liderança do movimento, tudo ocorreu após um segurança ofender os manifestantes mostrando uma arma
Foto: Alan Morici / Terra
O grupo tem marchado por várias sedes de operadoras da cidade
Foto: Alan Morici / Terra
Apesar da confusão, não houve nenhum incidente grave no local
Foto: Alan Morici / Terra
"Nos chamaram de vagabundos e marginais, tudo o que não somos. Somos clientes e exigimos melhores condições de serviço, mas não temos sangue de barata. Se esse segurança dá um tiro e mata alguém todo mundo entraria e assim seria uma confusão", alegou um dos manifestantes
Foto: Alan Morici / Terra
Sem-teto protestam contra operadoras de celular em São Paulo
Foto: Alan Morici / Terra
Grupo forçou a entrada na portaria
Foto: Alan Morici / Terra
Representantes dos sem-teto também foram recebidos pela Claro