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Morre o jornalista José Antônio Severo

Em mais de 50 anos de carreira, ele era um profissional admirado; foi estagiário e repórter especial do 'Estadão'

25 set 2021 00h07
| atualizado às 00h10
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Morreu nesta sexta-feira, 24, o jornalista e escritor José Antonio Severo, aos 79 anos. Em mais de 50 anos de carreira, trabalhou no principais veículos de comunicação do Brasil, como Estadão, Veja, Realidade, Exame, Reuters, Gazeta Mercantil, TV Bandeirantes e Rede Globo. Era admirado pelo talento e generosidade. Em nota, a Câmara Brasileira do Livro - da qual foi diretor entre 1999 e 2002 - comentou seu legado: "Amigo dos livros, defendeu com paixão e esmero as causas dos direitos autorais e da disseminação da leitura no Brasil".

Gaúcho de Caçapava do Sul, Severo mudou-se para Porto Alegre aos 16 anos para estudar na Escola Técnica de Agricultura de Viamão (UFRGS). Por sua facilidade para escrever, passou a produzir o Informativo Rural e Econômico no Serviço de Informação Agrícola.

Foi, então, convidado, em 1964, para trabalhar no Jornal do Dia, em Porto Alegre, e, após fazer uma reportagem sobre o preço da carne, chamou a atenção do Estadão, para onde foi convidado para um estágio em São Paulo e onde se tornou repórter especial. Participou ainda da primeira equipe montada em 1968 pela Editora Abril no lançamento da revista Veja. Na sequência, na revista Realidade, ganhou destaque por reportagens sobre esportes radicais.

Ainda retornou a Porto Alegre para assumir a direção da Folha da Manhã, mas dois anos depois voltou à imprensa paulista. Em 1979, foi trabalhar na Rede Globo como repórter do Jornal Nacional. Na emissora, foi ainda editor-chefe do Jornal da Globo, do qual foi um dos criadores. Nos últimos dois anos, trabalhou na produção da série "200 Anos da Independência", da TV Cultura de São Paulo, que será exibida em 2022.

Severo escreveu ainda o romance Os senhores da guerra e General Osório e seu Tempo, sobre a formação do extremo sul da América.

Severo contraiu a covid-19 no começo do ano. Recuperou-se, mas a sua saúde ficou instável. Diabético, perdeu imunidade e precisou ser internado várias vezes, passando por uma cirurgia para extrair a vesícula. Mesmo internado, continuou a escrever. Diagnosticado com uma hemorragia no pulmão, voltou ao hospital para uma nova cirurgia, à qual não resistiu. Era casado com a cantora Célia Mazzei.

Estadão
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