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Moradores acionam PM por suposta cobrança de funcionários da Enel para restabelecer energia

Caso ocorreu na tarde desta quinta-feira, 11, e foi encaminhado ao 3º Distrito Policial de Diadema; Enel diz que trabalhadores são terceirizados e que vai adotar 'medidas cabíveis'

12 dez 2025 - 18h24
(atualizado em 12/12/2025 às 15h36)
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A Polícia Militar (PM) foi acionada nesta quinta-feira, 11, por moradores de Diadema, na Grande São Paulo, para apurar uma suposta cobrança por parte de funcionários da Enel para restabelecer a energia elétrica. Segundo a concessionária, os trabalhadores são terceirizados da empresa 3C. O Estadão tenta contato.

O caso aconteceu na Rua São Pedro, no centro da cidade. Segundo a polícia, um dos moradores relatou que um funcionário da concessionária cobrou inicialmente R$ 300 para religar a energia. Depois, o funcionário teria cobrado mais R$ 1 mil.

Foto de dezembro de 2024 mostra funcionário da Enel trabalhando para restabelecer energia
Foto de dezembro de 2024 mostra funcionário da Enel trabalhando para restabelecer energia
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Procurada pelo Estadão, a Enel disse que os serviços de atendimento a emergências, como reparos na rede, não estão sujeitos à cobrança individual ao cliente. "A companhia reforça que qualquer exigência de pagamento para reparos na rede elétrica da distribuidora, para restabelecimento de energia, está for a das regras de conduta da companhia. Em caso de dúvidas, os clientes podem entrar em contato com os canais de atendimento", informou.

De acordo com a PM, três técnicos e supervisores da Enel foram levados ao 3º Distrito Policial (DP) de Diadema para o registro da ocorrência. O síndico do condomínio onde o caso ocorreu e dois funcionários do prédio que teriam presenciado a suposta cobrança também foram conduzidos para prestar esclarecimentos. A PM informou por volta das 16h que a ocorrência ainda estava em andamento.

Em nota, a Enel também afirmou que "todas as medidas cabíveis serão adotadas para evitar este tipo de conduta por funcionários próprios ou terceiros".

Quando o caso aconteceu mais de 1,2 milhão de unidades consumidoras estavam sem o fornecimento de energia elétrica na Grande São Paulo. Nesta sexta-feira, 12, 600 mil ainda seguiam sem luz na região.

A situação foi causada pelo maior vendaval já registrado na cidade de São Paulo, com ventos de até 98 km/h. Essa velocidade do vento nunca tinha sido aferida pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desde o início das medições, em 1963.

Mais cedo, a Enel afirmou ao Estadão ter mobilizado mais de 1,5 mil equipes e veículos para restabelecer a energia elétrica na Grande São Paulo. A concessionária não informou um prazo para a conclusão do trabalho.

Estadão
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