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Prefeitura de São Paulo notifica Enel por cratera aberta na Rua da Consolação

Análise da Secretaria Municipal das Subprefeituras aponta que explosão foi causada por gás de pirólise proveniente de fios elétricos; Enel nega

4 mar 2026 - 21h38
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A Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) de São Paulo notificou a Enel nesta terça-feira, 3, para apresentar explicações e dados a respeito da explosão ocorrida na altura do número 2.104 da Rua da Consolação. A explosão, que deixou uma cratera na via, aconteceu na noite de domingo, 1º.

A Enel foi até o local logo após o acidente e constatou a presença de gases inflamáveis dentro da sua galeria, mas não esclareceu a origem. Em seguida, foi a vez da Comgás fazer a perícia e afirmar que o vazamento não foi proveniente da rede de gás natural, informou a SMSUB.

Segundo a secretaria, foi elaborado um relatório técnico que aponta como principal hipótese uma explosão provocada pelo acúmulo de gases gerados pela queima de materiais isolantes (pirólise) em cabos subterrâneos.

Prefeitura suspeita que explosão que abriu cratera na Rua da Consolação foi causada pelo acúmulo de gases
Prefeitura suspeita que explosão que abriu cratera na Rua da Consolação foi causada pelo acúmulo de gases
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

De acordo com a pasta, esse tipo de explosão ocorre quando há rompimento ou desgaste no isolamento da rede elétrica. A falha provoca um curto-circuito, que leva ao superaquecimento do cabo e à liberação de grande quantidade de calor. Esse calor intenso favorece a formação de gases, que podem se expandir e causar a explosão.

"As altas temperaturas danificam o revestimento do cabo, resultando na liberação de diversos gases inflamáveis, como hidrogênio, metano, etileno, entre outros. Esse processo é conhecido como fenômeno denominado pirólise", disse a SMSUB em nota.

Para chegar a essa análise, a prefeitura considerou o aquecimento do solo antes da ocorrência, odor característico de borracha queimada, presença de fumaça escura e cabos queimados da concessionária. A conclusão da análise depende de mais informações da concessionária responsável.

A Enel, por sua vez, tem outro entendimento sobre o ocorrido. Para a distribuidora de energia, não houve curto-circuito e a ocorrência não teve qualquer relação com a rede elétrica, que permanece intacta. Segundo a companhia, no local há apenas cabos de energia, não há equipamentos como transformadores, e nenhum cliente teve o fornecimento afetado.

Ao Estadão, a empresa afirmou que, se houvesse um curto, faltaria luz em algum lugar. Mesmo assim, por medida preventiva e de segurança, foi realizado o desligamento temporário da energia para apenas um cliente, que segue atendido por meio de gerador.

Na terça-feira, 3, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) não encontrou presença de gás durante medição feita na galeria da Rua Consolação.

Estadão
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