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MG: Defesa Civil volta atrás e confirma 5 mortes pelas chuvas

4 jan 2012 - 12h20
(atualizado às 13h12)
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Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

A Defesa Civil de Minas Gerais informou nesta quarta-feira que, até o momento, as chuvas causaram a morte de cinco pessoas no Estado, e não sete, como havia divulgado anteriormente. As vítimas são: Admardo Ferreira (28 de outubro de 2011); Poliane Alves de Oliveira (19 de novembro de 2011); Janilson Aparecido de Moraes (2 de janeiro), Maria de Lourdes Estevão Rocha (2 de janeiro) e Juliano Alves (3 de janeiro). A Defesa Civil considera todo o período de chuvas de Minas para a contagem, que começou em outubro do ano passado.

Menina enfrenta a água para chegar em casa no bairro Candelária, zona norte de Divinópolis (MG). A população ribeirinha está sendo retirada de casa por agentes da Defesa Civil.
Menina enfrenta a água para chegar em casa no bairro Candelária, zona norte de Divinópolis (MG). A população ribeirinha está sendo retirada de casa por agentes da Defesa Civil.
Foto: Christyam de Lima / Futura Press

Três pessoas estão desaparecidas, sendo que duas delas, que antes foram consideradas mortas pela Defesa Civil, seguem sendo procuradas. Denilson Maciel de Araújo Silva, 26 anos, sumiu no dia 3 de janeiro em Ouro Preto; Genésio Cândido Martins Filho, 42 anos, desapareceu no dia 3 de janeiro em Guidoval. Além deles, Rita Vieira de Souza, 74 anos, é procurada em Santo Antônio do Rio Abaixo.

O órgão também informou que 53 cidades decretaram situação de emergência em Minas Gerais e outras 56 comunicaram estragos, totalizando 109 municípios com problemas ocasionados pela chuva. Ao menos 2,1 milhões de pessoas foram afetadas e 10 mil estão desabrigadas ou desalojadas. A Defesa Civil disse também que 2,5 mil casas desabaram ou ficaram destruídas parcialmente e 150 pontos sofreram danos total ou parcial.

Calamidade pública
A primeira cidade de Minas Gerais a decretar calamidade pública é Cataguases, na zona da mata. O prefeito Willian Lobo de Almeida decretou hoje situação de emergência e estado de calamidade pública. São ao menos 850 desabrigados, cerca de 8 mil desalojados e aproximadamente 30 mil pessoas afetadas pela enchente do rio Pomba, que na terça-feira chegou a 8,3 m acima do nível normal. As vítimas estão em abrigos ou casas de parentes.

Barcos transportam água e alimentos

Uma equipe de 32 bombeiros está em Guidoval e utiliza veículos de tração e barcos da corporação para acessar os locais mais atingidos pelas enchentes. As embarcações também são usadas para socorro às vítimas e apoio à população, realizando o transporte de alimentos e água.

A parte mais atingida da cidade é a sul. Uma ponte sobre o rio Xopotó caiu, isolando parte do município. Um helicóptero da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) dá apoio à operação.

Resgate de ilhados

Na cidade de Guaraciaba, 16 bombeiros especialistas em salvamento em áreas inundadas usam barcos e outros equipamentos para resgate de pessoas ilhadas. A cidade está isolada. Nenhum veículo, como caminhões pipas, conseguem entrar no município. Um helicóptero faz o transporte de água potável, além de resgatar pessoas doentes ou em locais mais críticos.

Fonte: Especial para Terra
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