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Metroviários aceitam proposta do Metrô de SP e suspendem greve

Paralisação, que seria a segunda do ano, estava prevista para começar à 0h desta terça-feira, 13

12 jun 2023 - 22h49
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Linha 3-Vermelha do Metrô é a mais cheia do sistema por servir a zona leste, região mais populosa da cidade
Linha 3-Vermelha do Metrô é a mais cheia do sistema por servir a zona leste, região mais populosa da cidade
Foto: TABA BENEDICTO / ESTADAO / Estadão

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu aceitar, na noite desta segunda-feira, 12, uma nova proposta enviada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) com relação às reivindicações dos trabalhadores, suspendendo a possibilidade de greve da categoria. Se a paralisação acontecesse, seria a segunda do ano

“A maioria decidiu aceitar a proposta, suspender a greve e seguir à luta em defesa do metrô público. A luta não acabou, seguimos no enfrentamento contra o projeto do governo Tarcísio de privatizar o Metrô”, ressaltou a presidente dos Metroviários, Camila Lisboa, ao divulgar o posicionamento da categoria.

  • 73,7% votaram para aceitar a proposta e suspender a greve - 2.325 pessoas
  • 24,3% votaram para ter greve, apesar da nova proposta - 769 pessoas
  • 1,8% se abstiveram - 59 pessoas

O que foi aceito no novo acordo?

De acordo com os metroviários, o Metrô apresentou a nova proposta para os trabalhadores antes do início da assembleia, por volta de 18h. Foi acordado:

  • Novas contratações

O Metrô assumiu o compromisso de reiterar o pedido de autorização para a contratação de novos 115 agentes de segurança metroviária aprovados em concurso realizado em 2019. 

Além disso, após realizar diagnósticos atualizados com relação à necessidade de novas contratações, a companhia afirma que encaminhará um pedido de abertura de concurso público. Um novo plano de carreira também será discutido com a categoria.

  • Mudança na Participação nos Lucros ou Resultados

Agora o valor será de uma folha de pagamento somado a cerca de R$ 3,5 milhões - dinheiro que será 'tirado' da conta de gratificações e tempo de serviço da ‘chefia’ do Metrô. Esse montante será direcionado aos funcionários dos setores de operação e poderá ser dividido da forma que a categoria preferir. O sindicato afirma que a ideia é que seja dividido de forma igualitária. 

  • Reajuste de 38% no vale-alimentação

Além do ajuste de 4,52% no salário, vale-alimentação e vale-refeição, o Metrô se comprometeu a fornecer esse novo aumento no vale-alimentação. Já o ‘vale-peru’, para o Natal, não foi incluído.

  • Pagamento de ‘steps’ 

Serão pagos ‘steps’ para todos os funcionários. O valor referente a 2022 será pago em julho, assim como serão garantidos novos pagamentos em março do ano que vem, referente a 2023. ‘Steps’ são adicionais que buscam reduzir as injustiças salariais entre os metroviários em início de carreira e aqueles que já atingiram o valor do teto da função.

  • Faltas abonadas para tratamento médico

Segundo os metroviários, o Metrô garantiu que as faltas no trabalho para fins médicos serão abonadas.

  • Criação de grupo voltado a pais e mães de filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
  • Criação de comissão de assédio nas Comissões Internas de Acidente (Cipas)
  • Debater questão da periculosidade no CCO (Centro de Controle Operacional)
  • Licença remunerada para pais e mães
  • Avaliar readmissão de demitidos em 2020 

A proposta é que aconteça uma reunião entre o setor jurídico do Metrô e do sindicato em até 60 dias para lidar com a questão.

  • Sede para o Sindicato dos Metroviários

A categoria se reúne em uma área de lazer e assembleias do Metrô. Agora, a companhia irá ceder o espaço ao sindicato. A concessão será formalizada por meio dos setores  jurídicos.

A reportagem do Terra solicitou um parecer do Metrô sobre as medidas apresentadas em assembleia pelo Sindicato dos Metroviários, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

O que estava sendo reivindicado?

No último dia 5, o sindicato anunciou que a categoria poderia paralisar suas atividades no dia 13, esta terça-feira. A mobilização fez parte de uma campanha salarial que reivindicou:

  • Abertura de concurso público para novas contratações no Metrô

O sindicato alega que há déficit de 1,2 mil funcionários nas áreas de estação, segurança e operação de trens no Metrô e questionam o porquê de o governo não abrir um novo edital de concurso público. Os últimos concursos aconteceram em 2019.

  • Aumento salarial acima da inflação, melhoria no vale-alimentação e pagamento da cesta de Natal

Até então, o Metrô havia se comprometido a fornecer um reajuste de 4,52% nos salários dos funcionários, mas a categoria solicitou aumento acima da inflação, devido aos preços da cesta básica. Segundo a presidente do sindicato, a média salarial da categoria é de R$ 3 mil. Outra proposta é que haja melhoria no vale-alimentação.

  • Pagamento mais justo com relação à Participação nos Lucros ou Resultados

Os funcionários pedem maior participação nos lucros do Metrô. O sindicato alega que os funcionários da linha de frente recebem valor muito inferior aos recebidos pelo corpo diretivo da empresa. A categoria alega ainda que a verba não foi repassada aos trabalhadores entre os anos de 2020 e 2022.

  • Reintegração de funcionários demitidos 

A categoria pede pela reintegração de 120 funcionários que foram demitidos em 2020.

  • Cabine nos trens da Linha 15-Prata

Como reivindicado na última greve, em março deste ano, os trabalhadores solicitam a inserção de cabines nos trens da Linha 15-Prata do monotrilho de São Paulo, para que o sistema funcione de forma mais segura.

Em abril o Metrô havia enviado uma nota à reportagem afirmando que o sistema cumpre com todos os protocolos e certificados de segurança necessários para a liberação da operação comercial das linhas.

Greves anteriores

Essa seria a segunda greve dos metroviários neste ano. No dia 23 de março, houve paralisação nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata (monotrilho) da companhia. A situação causou transtornos na capital paulista, com congestionamento recorde, além de estações e pontos de ônibus lotados.

A greve acabou no dia seguinte, após trabalhadores da categoria aceitarem, por meio do Sindicato dos Metroviários, a proposta feita pelo Governo de São Paulo. Para que os funcionários terminassem a greve e retornassem aos postos de trabalho, o governo prometeu contemplar em abril o pagamento de abono salarial no valor de R$ 2 mil e instituir um Programa de Participação nos Resultados de 2023, a ser pago em 2024. 

Fonte: Redação Terra
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