Justiça torna réu jogador do Juventude por manipulação de apostas e lavagem de dinheiro
Denúncia do MPRS foi aceita pela Vara de Organização Criminosa; investigação aponta esquema de cartões amarelos durante a Série A
A Justiça gaúcha aceitou, na última quinta-feira (23), a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra um jogador de futebol que atuava pelo Juventude, em Caxias do Sul. O atleta agora é réu em um processo que apura crimes de manipulação de resultados para apostas esportivas e lavagem de dinheiro. O caso tramita na 1ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa.
A denúncia é fruto da Operação Totonero, deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em maio de 2025. Segundo as investigações conduzidas pelo promotor Manoel Figueiredo Antunes, foram identificados indícios de manipulação em mercados secundários — especificamente o de cartões recebidos em partidas do Campeonato Brasileiro da Série A.
Entenda o esquema e a investigação
O Ministério Público reuniu elementos que mostram um padrão suspeito em jogos onde o jogador era advertido. Nesses eventos, o monitoramento detectou um aumento atípico e concentrado de apostas no mercado de cartões, sugerindo que apostadores possuíam conhecimento prévio de que o atleta seria punido em campo.
Início do caso: A investigação começou a partir de alertas de integridade emitidos pela CBF e por órgãos internacionais de monitoramento de apostas.
Busca e Apreensão: Durante a fase ostensiva da operação, em 2025, foram cumpridos mandados na residência do jogador e em seu armário pessoal no Estádio Alfredo Jaconi.
Provas: A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do atleta subsidiou a acusação, fornecendo a materialidade necessária para que a Justiça aceitasse a ação penal.
Com a decisão judicial, o processo entra na fase de instrução, onde serão ouvidas testemunhas e apresentadas as defesas. O nome do jogador não foi divulgado oficialmente pelas autoridades nesta fase do processo.
Com informações: MPRS
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