Irmã de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, é solta e cumprirá medidas restritivas
Janaína Reis foi detida após ser identificada pelo programa de monitoramento Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo
A irmã do prefeito de São Paulo, Janaína Reis, foi solta após ser presa por mandados em aberto e cumprirá medidas restritivas, estabelecidas pela Justiça, em regime aberto por 1 ano e 3 meses.
A irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, Janaína Reis Miron, de 49 anos, foi solta após audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira, 16. Presa na quinta-feira, 15, ela deverá cumprir medidas restritivas impostas pela Justiça.
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Janaína foi detida após ser identificada pelo programa de monitoramento Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo. Contra ela, havia dois mandados de prisão em aberto. A mulher é acusada de desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante.
Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que a prisão ocorreu porque Janaína não compareceu à execução da pena referente aos processos pelos quais foi condenada.
Durante a audiência de custódia, ela foi advertida sobre as normas de conduta que deverá seguir durante o cumprimento da pena de 1 ano e 3 meses, estabelecida em regime aberto.
Ainda segundo o TJ-SP, Janaína se comprometeu a cumprir as condições impostas, previstas no artigo 115 da Lei de Execuções Penais. Entre as determinações estão sair para o trabalho a partir das 6h e retornar à residência até as 22h, não se ausentar do município por mais de dez dias sem autorização judicial, comparecer trimestralmente em juízo para informar e justificar suas atividades e não mudar de endereço sem comunicação prévia à Justiça.
Ela também está proibida de frequentar bares, boates, casas de jogos e locais considerados de reputação duvidosa, além de não poder portar armas de qualquer espécie. A sentenciada deverá ainda comprovar, no prazo de 90 dias, o exercício de ocupação lícita.
O Terra tenta localizar a defesa de Janaína Reis.
Relembre a prisão
De acordo com a Polícia Militar, a prisão aconteceu por volta das 15h20 desta quinta-feira, na Avenida Clara Mantelli, no bairro Socorro, zona sul de São Paulo. Ela foi levada ao 11º Distrito Policial (DP) de Santo Amaro.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a prisão 'está amparada em mandados judiciais, obedeceu ao rigor da lei e foi executada seguindo os critérios de identificação do Smart Sampa'.
O caso que envolve Janaína foi registrado em 2022, quando ela foi presa por embriaguez ao volante na Rodovia João Hipólito Martins, em Botucatu (SP). Segundo a ocorrência, ela dirigiu em ziguezague pela pista e quase colidiu contra outros veículos.
Na abordagem, ela não portava documentos, apresentava sinais de embriaguez, recusou o teste do bafômetro e resistiu à prisão, além de desacatar os policiais, que precisaram usar algemas para contê-la. Na ocasião, a polícia identificou que Janaina tinha antecedente criminal por furto, maus-tratos, lesão corporal dolosa e embriaguez ao volante.
Os policiais relataram que, durante a abordagem, a mulher teria dito que os agentes eram 'um bando de vagabundos, inferiores ao meu marido, que é capitão da PM', e que ela estaria sendo levada para a delegacia, pois a equipe queria dinheiro.
Ela acabou condenada à prestação de serviços comunitários, pagamento de multa e suspensão do direito de dirigir, mas oficiais de Justiça não conseguiram realizar as intimações. Com o descumprimento, o Ministério Público pediu a conversão da pena, o que acabou acatado pela Vara Criminal de Botucatu, com mandado de segurança expedido e comunicado aos órgãos de segurança.