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Igrejas de Duque de Caxias funcionam como abrigos para atingidos

Entre 40 e 50 casas foram desocupadas às margens dos rios Capivari e Saracuruna

18 mar 2013 - 14h03
(atualizado às 14h04)
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A prefeitura de Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, confirmou que dezenas de pessoas estão desalojadas nos bairros de Xerém e Santa Cruz da Serra. Segundo o prefeito Alexandre Cardoso, entre 40 e 50 casas foram desocupadas às margens dos rios Capivari e Saracuruna. Duas igrejas funcionam como abrigos para receber quem teve de sair de casa.

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Foto: Cristiane Castro/PMSS / Divulgação

"A gente não sabe de quantas casas as pessoas saíram. Primeiro, estamos vendo se pessoas permanecem em situação de perigo ou em casas com risco de desabamento para resgatá-las", informou Cardoso. A prefeitura montou um gabinete de crise no centro da cidade para coordenar as operações de defesa civil e de assistência social. Não há relatos de mortos ou desaparecidos.

Com as fortes chuvas na região serrana, os rios Capivari e Saracurana transbordaram na madrugada desta segunda-feira. Ruas e casas foram tomadas por lama em Xerém e Santa Cruz. Várias famílias tiveram que sair às pressas para salvar a própria vida.

É o caso da dona de casa Marlene Travassos Muniz, 54 anos, que teve a moradia alagada."Perdi tudo, tudo perdido. Eu e minha filha perdemos as duas casas", revelou Marlene, moradora de Xerém. Segundo ela, por sorte, o marido enfermo está internado e não estava em casa quando a água subiu. Ela procurava abrigo quando foi abordada pela reportagem.

Debaixo de chuva, com a roupa do corpo, se protegendo sob um guarda-chuva, o aposentado de 72 anos, Marcelino Barbosa, perdeu a casa no início desta manhã, em Santa Cruz, em decorrência da cheia do rio Saracuruna. "A água veio de uma vez e cobriu todo o primeiro andar, quase chegou no segundo", afirmou Barbosa, que mora sozinho e saiu às pressas.

Em muitos pontos a água atinge a altura da cintura e dezenas de casas estão alagadas. As pessoas que conseguiram escapar se abrigaram na casa de vizinhos esperando que a água volte ao nível normal. Quem não teve a casa inundada oferece água e almoço para os vizinhos.

De acordo com o prefeito, além da chuva forte, contribuiu para a cheia dos rios, a tempestade que caiu em Petrópolis e cuja água escorreu para a baixada. "Choveu 400 milímetros em três dias em Petrópolis e, quando chove lá, a água desce para cá", explicou Cardoso.

Na cidade serrana de Petrópolis, subiu para 13 o número de vítimas de deslizamento de encostas em decorrência das fortes chuvas e cheia dos rios Quitandinha e Piabinha. Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Civil, entre as vítimas estão dois técnicos da Defesa Civil do município. A Cruz Vermelha do Rio de Janeiro enviou água e materiais de higiene pessoal para a serra.

Agência Brasil Agência Brasil
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