3 eventos ao vivo

Grupo que depredava prefeitura põe fogo em veículo da TV Record

Carro da emissora foi completamente incendiado nas proximidades da prefeitura de São Paulo

18 jun 2013
20h40
atualizado em 19/6/2013 às 14h36
  • separator
  • comentários

Uma van usada para as transmissões ao vivo da TV Record foi incendiada por manifestantes que depredavam o prédio da prefeitura de São Paulo durante mais um dia de protestos contra o aumento da passagem de ônibus. O grupo também atirava pedras em uma base da Polícia Militar localizada ao lado da prefeitura.

<p>Van da TV Record é incendiada por manifestantes em frente à prefeitura de São Paulo</p>
Van da TV Record é incendiada por manifestantes em frente à prefeitura de São Paulo
Foto: Reprodução

Por volta das 20h30 desta terça-feira, policiais da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) chegavam ao local para tentar abrir caminho para que uma equipe do Corpo de Bombeiros pudesse apagar as chamas.

A Tropa de Choque também foi acionada para conter os manifestantes, que tentaram invadir o prédio da prefeitura.

Em nota, a Rede Record de Televisão informou que nenhum dos profissionais que trabalhavam na cobertura dos protestos pela empresa ficou ferido no incêndio do caminhão.

De acordo com a emissora, “antes que o carro saísse, um grupo atacou o veículo com pedras e depois colocou fogo nos equipamentos”. “A Record tem a certeza de que foi atacada por uma minoria de vândalos", afirma a empresa na nota.

A Record lamentou o ocorrido causado, segundo a emissora, por "pequenos grupos" que tentam
"impor as suas ideias pela violência". "todos os profissionais que trabalhavam na transmissão ao vivo das manifestações em São Paulo escaparam ilesos do incêndio no caminhão usado para a captação de imagens", informou a emissora.

Cenas de guerra nos protestos em SP
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

&amp;amp;amp;amp;lt;a data-cke-saved-href=&amp;amp;amp;quot;http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-metro-onibus-sp/iframe.htm&amp;amp;amp;quot; href=&amp;amp;amp;quot;http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-metro-onibus-sp/iframe.htm&amp;amp;amp;quot;&amp;amp;amp;amp;gt;veja o infogr&amp;amp;amp;amp;amp;amp;aacute;fico&amp;amp;amp;amp;lt;/a&amp;amp;amp;amp;gt;

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho, bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela Polícia Militar na rua da Consolação deram início a uma sequência de atos violentos por parte das forças de segurança, que se espalharam pelo centro.

O cenário foi de caos: manifestantes e pessoas pegas de surpresa pelo protesto correndo para todos os lados tentando se proteger; motoristas e passageiros de ônibus inalando gás de pimenta sem ter como fugir em meio ao trânsito; e vários jornalistas, que cobriam o protesto, detidos, ameaçados ou agredidos.

No dia seguinte ao protesto marcado pela violência, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou que via "ações coordenadas" oportunistas no movimento, reiterou "a defesa do direito de ir e vir" da população, mas garantiu que não permitirá que os manifestantes prejudiquem a circulação de veículos e pessoas. No mesmo dia, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que a polícia deve ser investigada por abusos cometidos, mas não deixou de criticar a ação dos ativistas.

As agressões da polícia repercutiram negativamente na imprensa e também nas redes sociais. Vítimas e testemunhas da ação violenta divulgaram relatos, fotografias e vídeos na internet. A mobilização ultrapassou as fronteiras do País e ganhou as ruas de várias cidades do mundo. Dezenas de manifestações foram organizadas em outros países em apoio aos protestos em São Paulo e repúdio à ação violenta da Polícia Militar. Eventos foram marcados pelas redes sociais em quase 30 cidades da Europa, Estados Unidos e América Latina.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011. Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota.

O prefeito da capital havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

Fonte: Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade