Grupo fez live espancando engenheiro da Unifesp que morreu após participar de ato pró-Lula
Nas imagens, exibidas ao vivo no Tik Tok , os criminosos filmam a abordagem. Marcelo Oliveira, de 30 anos, chegou a ficar internado, mas morreu na tarde de segunda, 26
O engenheiro ambiental Marcelo Oliveira, de 30 anos, morreu após ser espancado e roubado em Santos (SP). O ataque ocorreu após a vítima participar de um ato político pró-Lula, e os próprios criminosos transmitiram a agressão ao vivo pelo TikTok. Marcelo ficou internado em coma induzido, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil investiga o caso para identificar os envolvidos e apurar as circunstâncias e a motivação do crime, que pode ter relação com homofobia.
RIO - O grupo que agrediu o engenheiro ambiental e mestrando Marcelo Oliveira, de 30 anos, que morreu na tarde desta segunda-feira, 26, em Santos, no litoral de São Paulo, fez uma transmissão ao vivo durante o crime. A Polícia Civil investiga o caso para identificar os envolvidos e esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.
Marcelo havia participado de um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A morte foi confirmada pelo hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde ele estava internado.
Nas imagens divulgadas pelo g1, exibidas ao vivo no Tik Tok , os próprios criminosos filmam a abordagem.
"É o seguinte, parceiro. Só manda o telefone para nós não te matar. Fala para ele como que é o passinho. Só não deixa ele correr. Dá o telefone, vai. Vai, maluco. Está vendo a tropa, né? A tropa vai te pegar", disse um dos suspeitos.
Em seguida, o engenheiro leva um soco, cai no chão e tem os pertences roubados.
ACHARAM UM VIDEO DOS AGRESSORES, ELES ESTAVAM EM LIVE NO TIKTOK!
Justiça por Marcelo de Oliveira Rochapic.twitter.com/ZQjFmBUyLX https://t.co/NVngXlMsLQ
— Filho do Lula ? (@wIeyner) October 25, 2026
Após a agressão, Marcelo foi internado em estado grave e permaneceu em coma induzido. Ele foi inicialmente levado à Santa Casa de Santos e, posteriormente, transferido para um hospital na capital paulista.
Marcelo, que era estudante da Unifesp, havia participado de uma apresentação da Banda Esquerdantina, na Avenida Conselheiro Nébias, nos arredores do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro). Por volta das 3h, ele se afastou dos amigos para ir ao banheiro.
Segundo nota divulgada pela banda nas redes sociais, o engenheiro foi encontrado inconsciente e socorrido. "Diversas publicações relatam que a agressão seria motivada por homofobia", afirmou o grupo.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) diz que o caso é investigado pelo 4º Distrito Policial (DP) de Santos.
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