Funcionário de escola é preso por importunação sexual em Torres; com ele também estavam conteúdos pornográficos
A prisão ocorreu nesta sexta-feira. Este é o segundo caso recente na cidade
Funcionário de escola é investigado por suspeita de crime contra criança e preso por armazenar material ilegal
Um caso grave de importunação sexual envolvendo uma estudante de 9 anos e um funcionário de uma escola municipal de ensino fundamental de Torres está sendo investigado pela polícia. Além da apuração sobre a suspeita de abuso, o funcionário da instituição foi preso em flagrante por outro delito, relacionado ao armazenamento de material pornográfico envolvendo menores de idade. A prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira.
A denúncia:
De acordo com o registro policial, a mãe da criança procurou a delegacia para relatar o que teria acontecido dentro da escola. Segundo o relato, a menina teria se machucado e buscado ajuda de um funcionário responsável pela supervisão dos alunos.
Ainda conforme a denúncia, durante o atendimento, o funcionário teria adotado um comportamento inadequado, com contato físico impróprio no corpo da criança. A menina relatou que ficou assustada e que teria sido orientada a não contar o ocorrido.
A situação veio à tona após a criança relatar o episódio à família. No dia seguinte, os responsáveis foram até a escola para conversar com a direção. Conforme o boletim, ao perceber a chegada dos pais, o funcionário demonstrou nervosismo e se afastou do local. A instituição registrou atas internas sobre o caso e deve colaborar com as investigações.
Prisão em flagrante por outro crime
Durante a investigação, o delegado responsável explicou que o homem não pôde ser preso em flagrante inicialmente pelo caso relatado pela criança, pois o fato foi comunicado dias depois e não estava em situação flagrancial naquele momento.
No entanto, conforme o delegado, a situação mudou após a identificação de outro crime. Segundo ele, o armazenamento de imagens com nudez envolvendo crianças e adolescentes é considerado um crime permanente, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Isso significa que, enquanto o material estiver sob posse do suspeito, o crime continua em execução, o que permite a prisão em flagrante.
Ainda de acordo com a autoridade policial, o investigado foi autuado com base no artigo 241-B do ECA, que trata do armazenamento desse tipo de material e prevê pena de até três anos de prisão. O delegado também destacou que, embora existam outros crimes semelhantes previstos na legislação, cada um possui características específicas, especialmente no que diz respeito à possibilidade de prisão em flagrante.
Investigação segue
A polícia segue investigando o caso inicial, que será apurado separadamente. O nome do suspeito não está sendo divulgado para preservar o andamento das investigações e garantir os direitos legais.
O Conselho Tutelar acompanha a situação e deve prestar suporte à criança e à família.
Casos como este reforçam a importância da denúncia e da atenção a sinais de possíveis situações de violência, especialmente em ambientes que deveriam ser de proteção e segurança para crianças.