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Falsos motoristas de aplicativo são presos por suspeita de extorquir passageiros em SP

Investigação identificou cobranças abusivas e ameaças contra clientes; em um dos casos, um passageiro teve a bagagem retida após se recusar a pagar cerca de R$ 500. As defesas dos suspeitos não foram localizadas

29 out 2026 - 09h17
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Resumo
A Polícia Civil de SP prendeu seis falsos motoristas de aplicativo por extorsão e associação criminosa na Barra Funda. O grupo cobrava valores abusivos ao fim das viagens usando um app externo e ameaçava passageiros que se recusavam a pagar. Em um dos casos, um turista do Togo teve suas malas retidas após negar a cobrança. A Operação Caronte, conduzida pela Deatur após três meses de investigação, apreendeu celulares, máquinas de cartão e seis veículos. A polícia busca agora outras vítimas do golpe.

Seis pessoas foram presas suspeitas de extorquir passageiros nas imediações do Terminal Rodoviário da Barra Funda, localizado na zona oeste de São Paulo, em operação da Polícia Civil na quarta-feira, 28. Segundo a corporação, os suspeitos se apresentavam como motoristas de aplicativo, mas cobravam valores extras ao fim das viagens e, em alguns casos, ameaçavam os clientes para obrigá-los a pagar.

A investigação identificou situações em que o preço final chegava ao dobro ou ao triplo do combinado no início da corrida. Para justificar os aumentos, os suspeitos alegavam mudanças no percurso ou demora no trânsito. De acordo com os investigadores, eles também utilizavam uma ferramenta externa aos aplicativos para calcular os valores cobrados.

As identidades dos suspeitos não foram reveladas. Desta forma, as defesas não foram localizadas.

Além de veículos usados na abordagem, a Polícia Civil apreendeu celulares e máquinas de cartão.
Além de veículos usados na abordagem, a Polícia Civil apreendeu celulares e máquinas de cartão.
Foto: Divulgação/ SSP / Estadão

Um dos episódios apurados envolveu um passageiro do Togo, país da África Ocidental. Em março, após se recusar a pagar cerca de R$ 500 por uma viagem, ele teve as malas retidas. Segundo a investigação, um dos suspeitos admitiu ter ficado com os pertences para pressioná-lo a fazer o pagamento.

As bagagens e os documentos foram encontrados pela Polícia Civil durante o cumprimento de um mandado de busca e devolvidos ao passageiro, que estava em situação de rua.

O caso foi investigado durante cerca de três meses pela Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur). Batizada de Operação Caronte, a ação também resultou na apreensão de celulares, máquinas de cartão e seis veículos, recolhidos administrativamente pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP).

Os seis suspeitos foram presos sob suspeita de extorsão e associação criminosa. Um deles também era alvo de um mandado de prisão temporária. A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação dos envolvidos.

Estadão
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