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Falso assalto com reféns mobiliza a polícia e termina como golpe de estelionato em Lajeado

Funcionária de motel foi enganada por criminosos à distância e orientada a realizar transferências via Pix

3 jan 2026 - 11h54
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Uma ocorrência inicialmente tratada como assalto com cárcere privado mobilizou diversas forças de segurança em Lajeado, no Vale do Taquari, na noite desta sexta-feira (2), mas acabou sendo identificada como uma tentativa de estelionato praticada por telefone. O caso envolveu um motel localizado na Rua Bento Rosa, no acesso ao Bairro Carneiros.

Foto: Brigada Militar / Divulgação / Porto Alegre 24 horas

A Brigada Militar foi acionada por volta das 23h após receber informações de que homens armados teriam invadido o estabelecimento e feito pessoas reféns. Segundo o relato inicial, um veículo suspeito teria entrado no local, o que levou funcionárias a se esconderem em um dos apartamentos e solicitarem ajuda policial.

Diante da gravidade da denúncia, a BM isolou a via e iniciou um cerco no entorno do motel. A situação levou ainda ao acionamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que se deslocou de Porto Alegre para dar apoio à ocorrência.

Com a chegada da equipe especializada, já na madrugada deste sábado (3), os policiais conseguiram contato direto com a recepcionista. Foi então constatado que ela estava sendo alvo de um golpe de estelionato, sofrendo intensa pressão psicológica por parte dos criminosos, que se passavam por assaltantes supostamente dentro do motel.

Durante as ligações, os golpistas afirmavam manter controle do local e exigiam transferências via Pix, o que levou a funcionária, sob ameaça, a repassar valores pertencentes a dois clientes.

Após uma varredura completa nos cerca de 50 apartamentos do estabelecimento, a Brigada Militar confirmou que nenhum criminoso havia entrado no local. As funcionárias foram retiradas em segurança e as imagens do sistema de monitoramento foram analisadas, sem registro de movimentações suspeitas.

De acordo com o tenente-coronel Fabiano Dorneles, que acompanhou a operação, o golpe foi sustentado exclusivamente por intimidação psicológica, suficiente para convencer a vítima da falsa situação de risco. O rastreamento das chaves Pix utilizadas aponta que os responsáveis pelo crime possivelmente atuam a partir do Rio de Janeiro.

A ação policial foi encerrada por volta das 4h da manhã. O caso será investigado pela Polícia Civil, que apura a identificação dos autores e a responsabilização criminal.

Porto Alegre 24 horas
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