Enterro de família assassinada em Niterói será realizado em São Gonçalo
Familiares das vítimas informaram que não tinham dinheiro para custear a despedida e abriram uma vaquinha para arrecadar fundos
Os corpos do gesseiro Filipe Rodrigues, da sua esposa, a técnica de enfermagem Rayssa dos Santos Ferreira, e do filho do casal, o pequeno Miguel Filipe dos Santos Rodrigues, de apenas 7 meses, serão sepultados nesta terça-feira, 19. Eles foram mortos em um ataque a tiros no último domingo, 17, em Niterói. A cerimônia está marcada para acontecer às 16h, no Cemitério do Pacheco, em São Gonçalo.
Segundo informações da TV Globo, familiares da vítima informaram na manhã desta terça que não tinham dinheiro para custear a despedida e abriram uma vaquinha para arrecadar fundos. A Prefeitura de São Gonçalo decidiu emitir as guias de gratuidade das cerimônias. Durante toda manhã, os familiares acertaram os trâmites burocráticos.
Os corpos de Rayssa e de Filipe foram liberados pela perícia da última segunda-feira, 18, e encaminhados ao Instituto-Médico Legal (IML) de Niterói. Já o de Miguel Filipe foi levado para o IML de Tribobó, em São Gonçalo.
Na noite do último domingo, 17, o casal trafegava por Niterói quando o carro em que eles estavam foi fechado por duas pessoas armadas que estavam em uma moto. A dupla atirou no veículo.
Ao Terra, a Polícia Militar informou que policiais militares do 12ºBPM (Niterói) foram à Estrada Bento Pestana, no bairro Baldeador, após serem acionados para uma ocorrência de possível homicídio. No local, a equipe encontrou um veículo com diversas perfurações causadas por disparo de arma de fogo.
Dentro do carro, o casal foi encontrado já sem vida. Segundo populares relataram aos policiais, o bebê chegou a ser resgatado e socorrido ao hospital. A área foi isolada pelos agentes para perícia.
A Polícia Civil tem várias linhas de investigação sobre os motivos que levaram ao crime. Uma das hipóteses é de que a família pode ter sido assassinada por uma dívida de R$ 5 mil.
Os investigadores também descobriram que Rayssa tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Na segunda, os policiais foram até a casa dele em busca de mais informações, mas não se sabe se ele já prestou depoimento.