Construídas com o objetivo de agilizar o escoamento da água da chuva, as 19 casas de bombas em funcionamento em Porto Alegre (RS) não foram suficientes para evitar os alagamentos na zona norte da capital gaúcha nesta segunda-feira. O Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), porém, espera lançar até o início do ano que vem a licitação para a reforma e ampliação de 16 casas de bombas, o que, segundo o órgão, ajudaria a minimizar os transtornos da população.
A medida é um dos projetos da prefeitura de Porto Alegre contemplados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de prevenção contra desastres naturais, que garantiu à cidade R$ 237 milhões em recursos a fundo perdido. Das 16 casas de bombas reformadas, 13 terão sua capacidade ampliada. Todas passarão a contar com um gerador de energia próprio, para evitar interrupções por falta de luz.
De acordo com o DEP, outras duas casas de bombas estão em construção na cidade, que devem entrar em operação em seguida. A expectativa do órgão é que, uma vez lançada a licitação, a reforma nas demais casas tenha início "entre maio e junho, se tudo der certo".
De ontem para hoje, Porto Alegre acumulou o maior volume de chuva já registrado em um período de 24 horas em novembro, com 105,5 milímetros. Em um dia, choveu o volume esperado para todo o mês. Os temporais provocaram mais de 20 pontos de alagamento na cidade, sendo o pior deles no bairro Sarandi, na zona norte, onde o arroio Sarandi transbordou.
O DEP afirma que todas as sete casas de bombas que atendem a zona norte (3, 4, 5, 6, 9, 10, Vila Farrapos e Eng. Silvio Brum) funcionam normalmente, mas não conseguiram evitar os alagamentos. O órgão apontou como uma das causas o acúmulo de lixo em córregos. "O DEP executou, no primeiro semestre deste ano, a manutenção de todo o sistema de drenagem da região norte. Contudo, o excesso de chuva, aliado à quantidade de lixo e de resíduos lançados de forma irregular nos arroios - sobretudo no Sarandi - e nas bocas de lobo, concorreram para bloquear o escoamento das águas, agravando a situação", afirma em nota.
Em Santa Maria, a chuva provocou inundações, desmoronamentos e destelhamentos de casas em vários bairros e vilas da cidade. Na foto, o rio Vacacaí-Mirim
Foto: Prefeitura de Santa Maria / Divulgação
Na Vila Bilibio, localizada na região nordeste de Santa Maria, foi detectada uma casa com maior risco de ser atingida por deslizamento
Foto: Prefeitura de Santa Maria / Divulgação
Em Santa Maria, na Vila Vitória, na rua Borges de Medeiros com o Passo dos Weber, ao lado da ponte, houve desmoronamento de barrancos colocando em risco quatro casas
Foto: Prefeitura de Santa Maria / Divulgação
Três casas foram desocupadas na Vila Vitória, em Santa Maria, e as famílias transferidas para o Centro Desportivo Municipal (CDM)
Foto: Prefeitura de Santa Maria / Divulgação
Em Santa maria, são 15 bairros com problemas, totalizando mais de cem casas, algumas escolas municipais e postos de saúde, que também estão com dificuldades
Foto: Prefeitura de Santa Maria / Divulgação
"Nós estamos com uma estrutura montada, operando com várias secretarias. Todos estão mobilizados exatamente para amparar, socorrer e estar atento e presente colaborando para amenizar este dano que as famílias estão sofrendo na nossa cidade", disse o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer (PMDB)
Foto: Prefeitura de Santa Maria / Divulgação
Donativos são distribuídos na Vila Vitória, em Santa Maria
Foto: Prefeitura de Santa Maria / Divulgação
A cidade de Alvorada também sofreu com a chuva; bairro Americana ficou alagado
Foto: Douglas Azevedo / vc repórter
Morador tenta se equilibrar em prancha durante alagamento na avenida Pereira Franco, em Porto Alegre
Foto: Roger Frozen / vc repórter
Motoristas desviam de árvore derrubada por temporal na rua Rodrigues da Fonseca, na zona sul de Porto Alegre
Foto: Itamar Aguiar / Futura Press
Chuva provocou alagamento na esquina da avenida Erico Verissimo com a rua Saldanha Marinho, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre (RS)
Foto: André Roca / Terra
Moradores da região metropolitana de Porto Alegre enfrentaram longos congestionamentos na manhã desta segunda-feira
Foto: Dudu Magalhães / Terra
Veículos transitaram por áreas alagadas na Grande Porto Alegre
Foto: Dudu Magalhães / Terra
Militares isolaram a área, que ficou tomada pelos escombros
Foto: Solange Campello / vc repórter
Chuva forte que atinge Porto Alegre derruba parte do muro do Hospital Militar, na rua Marquês do Pombal
Foto: Solange Campello / vc repórter
Veículos transitam por via alagada em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre
Foto: Marcio Rodrigues / Futura Press
Transbordamento de arroio provocou alagamentos no bairro Sarandi, na zona norte de Porto Alegre
Foto: Daniel Favero / Terra
Moradores do Sarandi reclamam de seguidas enchentes neste ano
Foto: Daniel Favero / Terra
Moradores retiraram grande quantidade de lixo em arroio que transbordou em Porto Alegre
Foto: Daniel Favero / Terra
Entre os bens resgatados em meio ao lixo está até mesmo uma geladeira
Foto: Daniel Favero / Terra
Moradores prometem fazer uma rifa com os objetos retirados de arroio que transbordou
Foto: Daniel Favero / Terra
Moradores organizam mutirão de limpeza em arroio que transbordou em Porto Alegre
Foto: Daniel Favero / Terra
Temporal propiciou a ocorrência de diversos acidentes de trânsito, como na avenida Farrapos, em Porto Alegre, onde um ônibus colidiu com um veículo que transitava na faixa exclusiva de transporte coletivo para fugir de alagamento
Foto: Daniel Favero / Terra
Fortes chuvas atingem a capital gaúcha
Foto: Daniel Favero / Terra
Motociclista enfrenta rua alagada em Porto Alegre
Foto: Daniel Favero / Terra
Muro não aguenta força da água e rompe em Porto Alegre
Foto: Daniel Favero / Terra
Em um condomínio de alto padrão, um muro rompeu e o local acabou alagado
Foto: Daniel Favero / Terra
Caminhões-pipa foram acionados pelo condomínio para retirar a água
Foto: Daniel Favero / Terra
Raios atingem a cidade de Santana do Livramento (RS), a 490 quilômetros de Porto Alegre, na fronteira com o Uruguai, na noite de domingo. O município foi atingido por tempestades que levaram chuva e ventos fortes a todo o Estado neste domingo. O sistema, chamado de linha de instabilidade, chegou pelo oeste do RS e se deslocou para o nordeste. Em Santana do Livramento, houve acúmulo de 100 milímetros de chuva em 24 horas. Em Canguçu (RS), no sul do Estado, houve rajadas de vento de 70 km/h
Foto: Fabian Ribeiro / Futura Press
Candelária, no centro do Rio Grande do Sul, registrou alagamentos e pelo menos uma morte por soterramento por causa da chuva
Foto: Erni Bender/Assessoria da prefeitura de Candelária / Divulgação
Casas foram inundadas após forte chuva em Candelária, no centro do Estado
Foto: Erni Bender/Assessoria da prefeitura de Candelária / Divulgação
Candelária, no centro do Rio Grande do Sul, registrou alagamentos e pelo menos uma morte por soterramento por causa da chuva
Foto: Erni Bender/Assessoria da prefeitura de Candelária / Divulgação
Quantidade de água acumulada foi tanta que gerou correntezas em vila Fátima, município de Candelária
Foto: Erni Bender/Assessoria da prefeitura de Candelária / Divulgação