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Programa de governo de Crivella não citava chuvas

Atual prefeito foi o único dentre os três mais votados que deixou o tema de lado no documento

9 abr 2019
16h56 atualizado às 17h11
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O programa de governo do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), foi o único dentre os três mais votados na eleição carioca de 2016 que não citou a palavra "chuvas". Com apenas oito páginas, o documento chegou a ser criticado nos debates por ser pequeno e genérico.

O programa do segundo colocado no pleito, o hoje deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), tinha 67 páginas. O do terceiro, o também deputado Pedro Paulo (hoje no DEM, antes no MDB), contava com 110. Ambos citavam as chuvas que historicamente assolam a cidade e provocam danos e mortes - até a tarde desta terça-feira, 9, sete pessoas morreram por causa dos temporais de ontem.

Carros são atingidos devido a forte chuva na cidade do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (9)
Carros são atingidos devido a forte chuva na cidade do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (9)
Foto: DANIEL CASTELO BRANCO / Estadão Conteúdo

No de Freixo, por exemplo, um parágrafo determinava que, caso o candidato fosse eleito, estabeleceria metas para ampliar as taxas de permeabilidade do solo, "com intuito de evitar as enchentes e inundações em período de cheia e de chuvas fortes."

Já o de Pedro Paulo elencava seis medidas para conter a situação caótica em que o Rio costuma ficar após tempestades, a fim de "dotar a cidade de estruturas de drenagem que reduzam o impacto dos eventos chuvosos ao patrimônio, à segurança individual do cidadão, à circulação de bens e serviços e à mobilidade urbana."

Crivella venceu as eleições no segundo turno contra Freixo por 59,3% a 40,6% dos votos válidos.

Marcelo Crivella, prefeito do Rio pelo PRB 
Marcelo Crivella, prefeito do Rio pelo PRB
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil / Estadão Conteúdo

Ao comentar os danos materiais e as mortes decorrentes da chuva desta segunda-feira, Crivella atribuiu o problema ao histórico de negligência na cidade e até à falta de investimentos do governo federal.

O mais recente episódio de tragédias em consequência de chuva só agrava a situação do prefeito, que enfrenta um processo de impeachment na Câmara Municipal. Atualmente, três vereadores elaboram um parecer (favorável ou contrário ao processo) que será votado pelos parlamentares.

Estadão
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