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Chuva dá trégua e moradores de Duque de Caxias contabilizam prejuízos

Em três igrejas que servem de abrigo estão 195 pessoas desalojadas

19 mar 2013 - 13h12
(atualizado às 13h13)
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Seu Edenaldo não esconde a emoção ao falar dos prejuízos causados pela chuva
Seu Edenaldo não esconde a emoção ao falar dos prejuízos causados pela chuva
Foto: André Naddeo / Terra

A chuva que caiu entre domingo e a madrugada da última segunda-feira e castigou o município de Duque de Caxias deu uma trégua nesta terça-feira e os cerca de 600 moradores do município da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, atingidos pelo temporal começam a retornar para as suas casas e a contabilizar os prejuízos. 

Por mais que o nível da água tenha baixado, diversos bairros têm ruas alagadas, caso de Santa Cruz da Serra, Parque Paulista e Nova Campina, os principais afetados. Jardim Anhangá, Parada Morabi e Chácara do Arcano também sofreram com as inundações, muito embora a situação seja um pouco mais tranquila, a exemplo do que ocorre no distrito de Xerém. 

Ainda assim, a Defesa Civil Municipal mantém o alerta máximo de transbordamento dos rios Roncador e Capivari (Xerém), e Saracuruna (Jardim Paulista). De acordo com o prefeito Alexandre Cardoso (PSB), "a maioria destas pessoas não estavam em áreas de risco, mas, ainda assim, os locais foram inundados", disse, em entrevista ao Terra

A prefeitura afirma que, nas três igrejas que servem hoje de abrigo na cidade, estão 195 pessoas desalojadas - que não podem, ainda, retornar para as suas casas. Quem conseguiu, encontrou muito trabalho pela frente. Caso da cobradora de ônibus Marisélia Ramos, que teve que deixar os filhos na casa da irmã para, antes do expediente, constatar as perdas de anos e anos de trabalho. 

"Minha casa está lá, com lama, água, situação complicada. Não consigo nem entrar direito lá, não consigo fazer tudo sozinha. Perdi geladeira, cama, aparelho de som, tudo que eu juntei esses últimos anos com meu trabalho para viver com um pouco mais de conforto", lamentava, a beira da rodovia Rio-Magé, onde fica sua casa, no bairro de Nova Campina. 

Marisélia Ramos, na beira da rodovia Rio-Magé, onde fica sua casa, uma das atingidas pela chuva em Duque de Caxias
Marisélia Ramos, na beira da rodovia Rio-Magé, onde fica sua casa, uma das atingidas pela chuva em Duque de Caxias
Foto: André Naddeo / Terra

A aposentada Judite de Souza se revoltava com o fato de mal conseguir entrar na sua casa, no Jardim Paulista. "Fiz uma compra enorme para o mês todo, gastei R$ 200 e perdi tudo. Não tenho o que comer. Só ganho um salário mínimo por mês", dizia, com os olhos marejados. 

Esta é a segunda grande enchente que Duque de Caxias enfrenta este ano - em janeiro, o distrito de Xerém foi bastante atingido com a elevação do nível do rio Capivari e a destruição de várias casas em seu entorno. Nesta terça-feira, o ministério da Integração Nacional publicou no Diário Oficial da União o pagamento de R$ 12 milhões para o município, em três parcelas, para a recuperação estrutural da cidade. O prazo de execução das obras é de um ano. 

Fonte: Terra
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