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Caso Marielle: Justiça condena Lessa por destruir provas

Justiça incriminou sua esposa, um cunhado e dois amigos do ex-PM, por terem jogado armas no mar da Barra da Tijuca

10 jul 2021 19h52
| atualizado em 11/7/2021 às 08h41
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Acusado de matar Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, Ronnie Lessa foi condenado por destruir provas do crime. Junto com ele, a Justiça incriminou sua esposa, um cunhado e dois amigos do ex-PM, por terem jogado armas no mar da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, um dia após sua prisão, em 2019. Entre elas, é possível que esteja a submetralhadora usada no assassinato.

Os cinco envolvidos foram condenados a quatro anos de prisão em regime aberto. Ronnie segue preso na cadeia de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, pelo assassinato de Marielle e Anderson. Já Elaine Lessa, mulher de Ronnie; o irmão dela, Bruno Figueiredo; José Márcio Montovano; e Josinaldo Lucas Freitas foram presos em 2019, na Operação Submersa, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que deu origem à condenação da Justiça.

Caso Marielle: Justiça condena Lessa destruição de provas
Caso Marielle: Justiça condena Lessa destruição de provas
Foto: Lucas Landau

A acusação do MPRJ era de que eles teriam atuado "para impedir e dificultar a investigação criminal que apura a participação de uma organização criminosa nos homicídios".

Segundo as investigações, no dia 13 de março, Bruno e Márcio saíram do apartamento de Elaine e Ronnie, preso um dia antes, carregando uma caixa grande, como identificado nas câmeras de segurança do condomínio. Na manhã seguinte, Márcio foi visto no estacionamento de um supermercado na Barra da Tijuca, onde se encontrou com Josinaldo. Juntos, eles tiraram do carro caixas, bolsas e malas e seguiram destinos diferentes.

Josinaldo foi à colônia de pescadores do Quebra-Mar da Barra, onde contratou um barqueiro e atirou no mar todo o conteúdo retirado do apartamento de Ronnie. A arma utilizada para executar Marielle e Anderson até hoje não foi localizada pelos investigadores.

Estadão
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