Caso de empresário morto em Interlagos completa 1 mês: 'Desespero, precisamos dos culpados'
Esposa de Adalberto Amarilio relata agonia diária com a falta de informação sobre os responsáveis pelo crime. SSP alega que investigação ocorre em sigilo
"Um mês sem respostas, a família em desespero e os autores do crime, impunes. Precisamos dos culpados." O desabafo é da farmacêutica Fernanda Dândalo, esposa de Adalberto Amarilio dos Santos Júnior, encontrado morto em um buraco no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo.
Após um mês de investigação, a polícia ainda não sabe quem matou o empresário. Nenhum suspeito foi identificado ou preso. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que não há novidades sobre o caso e que as investigações prosseguem sob sigilo.
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Morte por asfixia - o que se sabe até agora?
Os laudos apontam morte violenta por asfixia. Como a carteira, o celular e o carro não foram levados, a polícia descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). A investigação já ouviu testemunhas, entre elas os amigos que estavam com ele na festa, e parte dos seguranças que trabalhavam no evento.
As análises da perícia, entretanto, não ajudaram no esclarecimento do caso. Um deles indicou que Adalberto não tinha consumido álcool ou drogas. Outro apontou que marcas de sangue achadas no carro eram antigas e não tinham relação com sua morte. A polícia elaborou mapa e croquis dos percursos possíveis feitos pelo empresário na tentativa de apurar o local da abordagem.
Ainda não há informações sobre o laudo do material recolhido debaixo das unhas do empresário. Os resíduos podem indicar se ele lutou contra alguém e possibilitar o exame de DNA de um suposto agressor.
Adalberto tinha 35 anos, era casado com Fernanda e dono de uma rede de óticas. O crime está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da capital paulista.