Canetas para emagrecer: endocrinologista explica como funcionam, riscos e cuidados essenciais
O uso das chamadas canetas para emagrecimento tem se tornado cada vez mais comum entre brasileiros que buscam perder peso de forma rápida e eficaz. Porém, apesar da popularidade crescente, o uso desses medicamentos
O uso das chamadas canetas para emagrecimento tem se tornado cada vez mais comum entre brasileiros que buscam perder peso de forma rápida e eficaz. Porém, apesar da popularidade crescente, o uso desses medicamentos exige cuidados e acompanhamento especializado, como alerta a endocrinologista Daniela Coelho, mestre pela UPE e diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo - Regional Pernambuco (SBEM-PE).
Segundo a médica, essas canetas atuam imitando hormônios produzidos naturalmente pelo corpo, como o GLP-1 e, nas versões mais modernas, também o GIP. Ambos têm ação direta sobre o apetite, promovendo saciedade e auxiliando no controle da glicemia. "As canetas mais recentes combinam os dois hormônios, o que oferece ainda mais eficácia no processo de emagrecimento", afirma Daniela.
No entanto, ela reforça que as canetas não são indicadas para todos. A prescrição deve ser restrita a pessoas com obesidade (IMC acima de 30), sobrepeso com comorbidades ou pacientes com diabetes tipo 2. "Esses medicamentos não são para uso estético ou por quem quer perder 'uns quilinhos' para o verão", alerta.
Embora consideradas seguras, as canetas podem provocar efeitos colaterais gastrointestinais como náuseas, diarreia ou constipação. Além disso, há contraindicações importantes. "Pacientes com histórico de pancreatite ou problemas na vesícula biliar devem evitar esse tipo de tratamento ou ter acompanhamento ainda mais próximo", destaca.
Uso exige mudanças de hábito
A endocrinologista destaca que o uso das canetas só traz resultados sustentáveis quando aliado a mudanças reais no estilo de vida. "Se a pessoa usa o medicamento, perde peso, mas não muda a alimentação nem faz atividade física, o reganho é quase certo", afirma.
A médica recomenda o acompanhamento nutricional e a prática de exercícios físicos regulares. "Protocolos como jejum intermitente, dieta mediterrânea ou ingestão aumentada de proteínas podem ser considerados, mas tudo deve ser individualizado, conforme o perfil do paciente."
Custo e alternativas
O preço das canetas ainda é um obstáculo para muitas pessoas, mas opções mais acessíveis já começam a chegar ao mercado brasileiro. Para quem não pode ou não quer usar os medicamentos, Daniela reforça: "Alimentação equilibrada e exercícios continuam sendo os caminhos mais eficazes e seguros para o emagrecimento saudável."
Por fim, a endocrinologista deixa um recado importante para quem está buscando perder peso: "Não existe milagre. As canetas são uma ferramenta poderosa, mas o pilar do sucesso será sempre a mudança de hábitos, com orientação profissional e constância."
Da redaçõo do Portal com informações do site radarfitness