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Blocos de Carnaval aguardam autoridades para definir folia

Maioria se prepara para sair às ruas no ano que vem, mas espera definição final só para o mês de janeiro

25 nov 2021 21h02
| atualizado às 21h55
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Alguns dos principais blocos e camarotes de carnaval do Brasil estão aguardando os posicionamentos dos governos locais para decidir se saem em 2022 ou não. A maioria já se prepara para a folia no ano que vem, mas os organizadores estão cientes de que podem passar mais um ano fora das ruas se a pandemia voltar a piorar nos próximos meses.       

O Galo da Madrugada, considerado o maior bloco de carnaval do mundo, anunciou que é favorável à realização do carnaval. O tema e os detalhes do próximo desfile foram apresentados nesta quarta-feira, 24, em Recife, antes mesmo da confirmação do carnaval por parte da prefeitura e do governo de Pernambuco. 

Blocos de Carnaval guardam autoridades para definir se irão desfilar em 2022
Blocos de Carnaval guardam autoridades para definir se irão desfilar em 2022
Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press

O presidente do Galo, Rômulo Meneses, demonstra confiança na realização da festa. "Eu me sinto seguro (em fazer Carnaval), assim como vejo milhares de pessoas indo trabalhar todos os dias, de ver milhares de pessoas indo às praias nos finais de semana e milhares de crianças e adultos indo estudar todos os dias", disse.

Um dos blocos mais tradicionais no carnaval de Olinda, o Homem da Meia Noite também se prepara para o carnaval, mas apresenta uma cautela maior. O bloco comemora 90 anos em 2022 e tem uma lista de homenageados para o ano que vem, mas o presidente da agremiação, Luiz Adolpho, afirma que vai esperar a posição das autoridades sanitárias. A previsão é que só haja uma definição em janeiro.

Mesmo que não haja desfile, o Homem da Meia Noite vai realizar alguma homenagem aos 90 anos de existência no ano que vem. Para o carnaval deste ano, o bloco anunciou ainda em dezembro de 2020, antes da decisão do Governo de Pernambuco de proibir a festa, que não iria participar. No dia em que sairia no carnaval, os organizadores decidiram desfilar com o boneco sozinho pelas ruas do centro histórico de Olinda.

Em Salvador, a produtora do camarote Expresso 2222, Flora Gil, afirmou que o espaço não vai ser realizado independentemente da decisão do governo estadual. Ela considera que o carnaval pode oferecer riscos ao País. Ao Estadão, a produtora afirmou que mesmo se a situação epidemiológica for segura em janeiro, não haveria tempo para organizar o camarote. "Não dá para construir um camarote em janeiro para começar em março. É humanamente impossível", declarou.

No Carnaval de São Paulo, o fundador e coordenador do Fórum Aberto dos Blocos de Carnaval, José Cury, disse que os blocos "estão trabalhando numa corda bamba". A maioria se prepara para o carnaval, mas não quer ir às ruas em uma situação grave da pandemia.

Para Cury, a definição de sair ou não só deve ser feita pela maioria dos 850 blocos de São Paulo em janeiro. Ele acredita que o mês é crucial para o futuro da pandemia no Brasil e da realização do carnaval porque deve refletir as festas do fim do ano e o retorno dos eventos sem restrições de público. "Pode ocorrer um pico que mostre que ainda estamos vivendo um momento de insegurança", declarou.

Já a produtora Nathália Takenobu, que organiza os blocos Agrada Gregos, Pinga Ni Mim e produz o Bloco da Pabllo, em São Paulo, acredita que as condições atuais da pandemia praticamente confirmam o carnaval no ano que vem. "Os casos estão cada vez mais baixos, mesmo com a realização de festas e eventos com 100% do público liberado", argumentou.

Nathália também crê que pelo menos as festas privadas do carnaval paulista estão garantidas, já que, nestes casos, é possível adotar protocolos sanitários, como a obrigatoriedade do passaporte da vacina.

Estadão
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