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Algas cobrem a Represa Guarapiranga; Cetesb monitora situação

Imagens registradas nesta quinta-feira mostram grande concentração de plantas aquáticas; companhia diz que fenômeno pode ser influenciado por altas temperaturas

3 set 2026 - 18h45
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Resumo
A Represa Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, enfrenta uma extensa proliferação de algas que já cobre grandes trechos da água e prejudica a navegação local. Segundo a Cetesb, o problema decorre do processo de eutrofização, agravado pelo calor, chuvas e excesso de nutrientes no reservatório. O órgão informou que acompanha a evolução do fenômeno e realiza o monitoramento contínuo da qualidade da água na região.

A Represa Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, apresenta extensa proliferação de algas, com manchas que ocupam parte da superfície da água, conforme imagens registradas nesta quinta-feira, 3.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que a presença de plantas aquáticas na represa está associada ao fenômeno da eutrofização, que pode ser intensificado por condições como altas temperaturas, chuvas e maior disponibilidade de nutrientes na água. A companhia disse que monitora regularmente a qualidade da água do reservatório e acompanha a situação.

Cetesb diz que fenômeno de eutrofização pode ser influenciado por altas temperaturas.
Cetesb diz que fenômeno de eutrofização pode ser influenciado por altas temperaturas.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Os registros mostram a concentração do material em um trecho que se estende das proximidades do Rodoanel Mário Covas até áreas das encostas da represa.

Um morador já havia registrado o fenômeno em 20 de agosto e publicado nas redes sociais. O piloto de barco Augusto Bat chamou atenção para a dimensão do problema. "Olha a situação das algas aqui na represa do Guarapiranga, completamente tomada. Ela está indo lá para a Avenida Atlântica", disse.

Na sequência, Augusto afirmou que tentaria seguir sentido Rio Embu-Guaçu e relatou dificuldades para navegar na região. Segundo ele, a quantidade de algas tornava impossível circular pelo local.

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Em outro vídeo, publicado no dia seguinte, Augusto mostrou um novo trecho da represa tomado pelas algas e destacou a expansão do fenômeno.

O Estadão procurou a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e aguarda retorno.

Estadão
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