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Agentes da Polícia Federal e Docas fazem protestos no Rio

PF quer que presidente Dilma Rousseff inclua a segurança pública no pacto nacional feito após as manifestações de junho

10 jul 2013
11h19
atualizado às 11h55
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Cerca de 30 agentes da Polícia Federal (PF) fazem paralisação nesta quarta-feira e protestam em frente ao prédio da Superintendência da corporação, no Centro do Rio de Janeiro. Eles pedem que a presidente Dilma Rousseff inclua a segurança pública no pacto nacional que propôs cinco pontos após as manifestações que tomaram as ruas do País em junho.

O grupo saiu em caminhada pela avenida Rio Branco em direção à Candelária
O grupo saiu em caminhada pela avenida Rio Branco em direção à Candelária
Foto: Giuliander Carpes / Terra

Protesto contra aumento das passagens toma as ruas do País; veja fotos

"Nós queremos que a segurança pública seja efetivamente discutida, assim como saúde e escola. Precisamos fazer uma reforma profunda na questão da investigação policial. O inquérito policial é uma coisa arcaica, burocrática, que não atende às necessidades da população. Só 10% dos crimes têm uma solução”, disse Valéria Manhães, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio de Janeiro e agente da PF há 16 anos.

O grupo saiu em caminhada pela avenida Rio Branco em direção à Candelária. Ele pretende reunir 10 mil assinaturas para pressionar o Congresso a implementar a Frente Parlamentar de Segurança no próximo dia 16. Os agentes também defendem a valorização das demais carreiras das polícias. “A PF não é só feita de delegados. Eles são só 15% do corpo de funcionários. Temos agentes altamente capacitados, mas há uma fuga de talentos porque muitas vezes é difícil fazer investigações profundas e amplas”, afirmou Valéria.

Também na manhã desta quarta-feira, funcionários concursados da Companhia Docas do Rio de Janeiro fizeram paralisação e protesto em frente à sede da empresa, no centro da cidade. Eles reclamam da piora das condições de trabalho dos agentes portuários e da flexibilização das normas trabalhistas devido à MP dos portos, recentemente sancionada pela presidente da República.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra
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