Adolescente é considerado ‘mente por trás’ de casos de estupro coletivo no Rio, aponta delegado
Ele é investigado por pelo menos dois casos envolvendo abusos de duas adolescentes
O menor investigado por pelo menos dois casos de estupro coletivo no Rio é apontado pela Polícia Civil como “mente por trás” dos abusos. É o que diz o delegado Angelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), segundo o jornal Extra!.
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As autoridades já representaram pela busca e apreensão dele por entender que ele tinha a confiança das vítimas, pois já havia se relacionado com ambas, uma de 14 e outra de 17 anos.
“A gente representou pela busca e apreensão (do menor), até por entender que ele é a mente por trás disso tudo. Ele que tinha a confiança das vítimas, ele que já teve o relacionamento anterior com essas vítimas, uma de 14 anos, a outra de 17 anos”, declarou.
Conforme a GloboNews, ainda no sábado, 28, a Polícia fez o pedido à promotoria para que o órgão representasse pela apreensão do menor. No entanto, no mesmo dia, o MP se manifestou inicialmente contrário ao pedido, pois não viu necessidade de mandar internar investigado.
Em manifestação enviada na última segunda-feira, 2, à Vara da Infância e da Juventude, o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, pediu que a Justiça negasse o pedido de apreensão desse menor. Isso ocorreu quando ainda só havia uma denúncia na polícia contra ele.
Posteriormente, de acordo com a Globo, o promotor revisou a decisão e enviou uma nova manifestação à Justiça em que corroborava o pedido de internação, justificando com o surgimento de novas denúncias. Nesta semana, uma segunda vítima registrou na 12ª DP (Copacabana) que havia sido vítima de estupro coletivo. Na época, em 2023, tanto a menina quanto o menor tinham 14 anos.
“Em relação a essa nova vítima, a gente precisa trabalhar. O fato foi em 2023, e vamos tentar trazer provas para, e se necessário, representar novamente pela busca e apreensão do menor”, afirmou o delegado. Ele responde por ato infracional análogo ao crime investigado.
Adolescente atraiu a vítima de 17 anos
Conforme a investigação, o rapaz menor de idade é quem teria atraído a vítima para uma emboscada, em um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro. Segundo a vítima, eles eram colegas de escola e teriam tido um relacionamento entre 2023 e 2024. No dia do crime, em 31 de janeiro, a vítima mantinha relação sexual com ele, quando foi surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto.
Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento. Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.
Ao voltar para a casa, ela contou à família sobre a violência sofrida. "Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz é: 'Eles te deixaram alguma marca?'. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: 'Vamos para a delegacia'", relatou a mãe à TV Globo.
Outros envolvidos
Os quatro adultos réus no processo já foram presos Matheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos, João Gabriel Xavier Bertho, 19, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18, filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio e Bruno Felipe Allegretti, 18. Todos eles se entregaram à Polícia após serem considerados foragidos.
Os quatro já são considerados réus, depois da Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA) aceitar a denúncia feita pelo Ministério Público. A reportagem tenta localizar a defesa dos acusados.
