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Quarto e último foragido por envolvimento em estupro coletivo no Rio se entrega à polícia

Bruno Felipe Allegretti se entregou na 54ª DP (Belford Roxo), na tarde desta quarta-feira, 4

4 mar 2026 - 14h52
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Bruno Felipe Allegretti, de 18 anos, é o quarto e último envolvido no caso de estupro de vulnerável a ser preso
Bruno Felipe Allegretti, de 18 anos, é o quarto e último envolvido no caso de estupro de vulnerável a ser preso
Foto: Divulgação/Disque Denúncia RJ

A Polícia Civil prendeu o quarto e último foragido envolvido no caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio, nesta quarta-feira, 4. Bruno Felipe Allegretti, 18, se entregou na 54ª DP (Belford Roxo), no início desta tarde. A informação foi confirmada ao Terra pela Polícia Civil. 

Antes dele, próximo das 11h, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18, também se entregou no 12ª DP (Copacabana) acompanhado do seu advogado. Ele é filho do ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio, José Carlos Costa Simonin, exonerado após a repercussão do caso.

Matheus Verissimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, já estavam presos desde esta terça-feira, 3, depois de se entregarem. Os quatro já são considerados réus, depois da Justiça aceitar a denúncia feita pelo Ministério Público. 

Os quatro maiores de idade procurados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos foram presos
Os quatro maiores de idade procurados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos foram presos
Foto: Divulgação/Disque Denúncia RJ

Além deles, um jovem menor de idade também foi indiciado por ato infracional análogo ao crime de estupro. Ele ainda não foi apreendido. Isso porque, segundo a Globonews, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) não viu necessidade de mandar interná-lo, mesmo após o pedido da Polícia Civil, no último sábado. 

Em manifestação enviada na última segunda-feira, 2, à Vara da Infância e da Juventude, o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, pediu que a Justiça negasse o pedido de apreensão. Isso ocorreu quando ainda só havia uma denúncia na polícia contra ele.

Ao Terra, o MP afirmou que representou para que ele respondesse pelo caso, não tendo sido solicitado, naquele momento, pedido de internação provisória, mas que eventuais medidas cautelares podem ser requeridas no decorrer da investigação.

“Quanto ao pedido de medida urgente apresentado pela autoridade policial no plantão judiciário, a manifestação do promotor de plantão foi no sentido de que a análise do caso não configurava hipótese de apreciação em regime de plantão, devendo ser submetida ao juízo natural responsável pelo processo”, finalizou.

Dois réus por estupro coletivo no Rio se entregam à polícia; dois estão foragidos:

Relembre o caso

O crime ocorreu em 31 de janeiro, mas foi divulgado somente no último sábado, 28, após a Polícia declarar que os quatro adultos eram considerados foragidos. Conforme a investigação, o rapaz menor de idade é quem teria atraído a vítima para uma emboscada, em um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro. 

Os quatro adultos foram filmados por câmeras de segurança deixando o prédio após cometerem o estupro
Os quatro adultos foram filmados por câmeras de segurança deixando o prédio após cometerem o estupro
Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo a vítima, eles eram colegas de escola e teriam tido um relacionamento entre 2023 e 2024. No dia do crime, a vítima mantinha relação sexual com ele, quando foi surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto.

Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento. Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.

Homens foram filmados por câmeras de segurança do prédio ao chegarem no apartamento, antes do crime
Homens foram filmados por câmeras de segurança do prédio ao chegarem no apartamento, antes do crime
Foto: Reprodução/TV Globo

Ao voltar para a casa, ela contou à família sobre a violência sofrida. “Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz é: ‘Eles te deixaram alguma marca?’. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: ‘Vamos para a delegacia'", relatou a mãe à TV Globo.

Fonte: Portal Terra
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