No maior lixão da América Latina - o lixão do Jóquei (ou da Estrutural), no Distrito Federal -, que existe desde a década de 60 e fica a 15 quilômetros do Palácio do Planalto, os catadores, inclusive crianças, enfrentam condições desumanas. São mais de 35 milhões de lixo depositadas numa área de 200 hectares e este material gera chorume.
Foto: Paula Fróes
Os catadores trabalham sem equipamento de proteção e correm dos caminhões e tratores para não serem atropelados. Acima, Catadores pegam carona de forma irregular em um caminhão de lixo
Foto: Paula Fróes
A Associação dos Catadores do DF diz que mais de 2 mil pessoas tiram seu sustento dali. Crianças trabalham de forma irregular e são expostas ao perigo
Foto: Paula Fróes
Disputa entre catador, moscas e urubus são comuns na área do Lixão
Foto: Paula Fróes
O lixão ocupa uma área com 2 milhões de metros quadrados e tem 50 metros de altura. E o Distrito Federal produz cerca de 8,7 mil toneladas de lixo por dia
Foto: Paula Fróes
O aterro tem quase 50 anos de uso com colocação de resíduos sólidos sem a devida impermeabilização do terreno. Os resíduos foram depositados diretamente no solo
Foto: Paula Fróes
O lixão fica a 15 quilômetros de distância do Palácio do Planalto e do alto se vê perfeitamente a Região Administrativa de Águas Claras e o Parque Nacional de Brasília
Foto: Paula Fróes
Objetos em perfeito estado são reaproveitados por catadores
Foto: Paula Fróes
Por falta de opção trabalho e escolaridade muitos acabam no lixão, tendo uma renda de aproximadamente R$ 30 por dia
Foto: Paula Fróes
O governo do Distrito Federal diz que desativará o lixão neste ano. Mas é possível que área leve três décadas para se recuperar depois disso
Foto: Paula Fróes
Trabalhadores improvisam barracos para descansar e guardar seus materiais recolhidos no lixo
Foto: Paula Fróes
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No maior lixão da América Latina - o lixão do Jóquei (ou da Estrutural), no Distrito Federal -, os catadores, inclusive crianças, enfrentam condições desumanas.
O local existe desde a década de 60 e fica a 15 quilômetros do Palácio do Planalto. Nele, os catadores trabalham sem equipamento de proteção e correm dos caminhões e tratores para não serem atropelados. Em tese, a entrada de crianças no lixão é proibida, mas não há fiscalização adequada. O governo do Distrito Federal diz que desativará o lixão neste ano.
A Associação dos Catadores do DF diz que mais de 2 mil pessoas trabalham ali.
Disputa entre catador, moscas e urubus são comuns na área do Lixão
Foto: Paula Fróes
Fotos
Feitas ao longo de três meses pela fotógrafa Paula Fróes, as fotos retratam a vida das famílias que tiram seu sustento do local.
Entre os retratados estão Francisca, 49 anos. Ela veio da Paraíba com cinco filhos para tentar emprego no Distrito Federal, mas acabou montando um barraco no lixão, onde mora e trabalha como catadora ao lado da filha. “Quando o lixão deixar de existir, não sei o que vai ser de nós.”
O lixão ocupa uma área com 2 milhões de metros quadrados e tem 50 metros de altura. De lá, avistam-se a região administrativa de Águas Claras e o Parque Nacional de Brasília. Segundo o Relatório dos Serviços de Limpeza Urbana e Manejo dos resíduos Sólidos do DF, a unidade federativa produz cerca de 8,7 mil toneladas de lixo por dia.
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