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15 torcedores do Internacional são denunciados pelo MP após ataque em março que deixou gremista em coma no Gre-Nal

Segundo a promotoria, dez dos denunciados responderão por tentativa de homicídio qualificada, enquanto todo o grupo foi enquadrado também nos crimes de participação em briga de torcidas, associação criminosa e corrupção de menor

29 ago 2026 - 10h38
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Resumo
O Ministério Público do RS denunciou 15 torcedores do Internacional pela violenta agressão que deixou um gremista em coma por 21 dias após o Gre-Nal. Dez responderão por tentativa de homicídio qualificada, e todos foram acusados de associação criminosa, briga de torcida e corrupção de menor. O grupo articulava emboscadas por aplicativos de mensagens e espancou a vítima com socos, chutes e pedaços de madeira. A promotoria também requereu a fixação de indenização financeira à vítima.

Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou, nesta sexta-feira (28), denúncia contra 15 torcedores do Internacional pela agressão a um torcedor gremista após confronto entre torcidas organizadas durante o Gre-Nal do Campeonato Gaúcho de 2026. Segundo a promotoria, dez dos denunciados responderão por tentativa de homicídio qualificada, enquanto todo o grupo foi enquadrado também nos crimes de participação em briga de torcidas, associação criminosa e corrupção de menor — já que um adolescente teria participado dos ataques.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

De acordo com as investigações, a vítima foi perseguida até a Rua Terezinha Turcato, no bairro Costa e Silva, onde foi agredida com socos, chutes e pedaços de madeira, sofrendo ferimentos graves. Para o MPRS, o rápido atendimento médico foi o que evitou o desfecho fatal — o torcedor chegou a passar 21 dias em coma. Na denúncia, a tentativa de homicídio foi qualificada por três fatores: motivo fútil (rivalidade entre torcidas), meio cruel e a superioridade numérica dos agressores, que teria dificultado a defesa da vítima.

A investigação também indica que o grupo integrava uma associação voltada a ações violentas entre torcidas rivais, usando aplicativos de mensagens para monitorar adversários, planejar deslocamentos e organizar ataques. O Ministério Público pediu ainda à Justiça a fixação de indenização mínima para reparação dos danos sofridos pela vítima.

Porto Alegre 24 horas
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