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Brasileiros na Inglaterra devem tomar precauções diante de protestos anti-imigrantes, diz Itamaraty

Protestos violentos anti-imigração começaram na Inglaterra e na Irlanda do Norte após o assassinato de três crianças na segunda-feira (29/07). O principal suspeito é inglês, mas notícias falsas diziam que era um imigrante muçulmano em busca de asilo.

6 ago 2024 - 13h49
(atualizado às 14h21)
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Distúrbios violentos são os maiores no Reino Unido desde 2011
Distúrbios violentos são os maiores no Reino Unido desde 2011
Foto: PA / BBC News Brasil

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) recomendou que brasileiros que vivem no Reino Unido tomem precauções por causa dos protestos violentos da direita radical que têm acontecido no país desde a semana passada.

A orientação é que brasileiros:

  • evitem multidões e protestos;
  • monitorem a mídia local sobre possíveis distúrbios em sua área;
  • sigam as recomendações de segurança das autoridades locais.

Protestos violentos anti-imigração começaram na Inglaterra e na Irlanda do Norte após o assassinato de três crianças na segunda-feira (29/07) e se intensificaram no fim de semana. O crime, que chocou o país, foi cometido em um ataque a faca durante uma aula de dança e outras oito crianças e dois adultos ficaram feridos.

O inglês Axel Rudakubana, de 17 anos, nascido em Cardiff, teria sido o responsável pelos homicídios, segundo as autoridades britânicas, e enfrenta processo também por dez tentativas de assassinato.

Antes da identidade do suspeito ser confirmada, no entanto, notícias falsas circularam na internet dizendo que o ataque tinha sido cometido por um muçulmando em busca de asilo que havia chegado no Reino Unido de barco.

Quase 400 pessoas foram presas desde o início dos protestos, no maior caso de manifestação violenta no país desde 2011.

Polícia e manifestantes entraram em confronto em meio a protestos organizados pela direita
Polícia e manifestantes entraram em confronto em meio a protestos organizados pela direita
Foto: Reuters / BBC News Brasil

Imigrantes atacados

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou na segunda-feira (5/8) a criação de um "exército permanente" de policiais especializados para combater os protestos violentos.

Starmer afirmou que a Justiça criminal será "intensificada" após uma reunião de emergência, conhecida como Cobra, que contou com a presença de ministros, funcionários públicos, policiais e agentes de inteligência.

A polícia declarou que está "trabalhando incansavelmente" para identificar os envolvidos na desordem.

Casos de violência aconteceram em cidades como Londres, Hull, Liverpool, Bristol, Manchester, Stoke-on-Trent, Blackpool e Belfast, com relatos de pedras lançadas, saques a lojas e ataques a policiais.

Um hotel que abrigava requerentes de asilo foi atacado perto de Rotherham no domingo (4/8).

Outros protestos menores em diferentes locais não resultaram em violência.

Em Liverpool, cerca de mil manifestantes anti-imigração, alguns gritando insultos islamofóbicos, enfrentaram contra-manifestantes, e a polícia teve dificuldade para manter a ordem.

A secretária do interior, Yvette Cooper, condenou as "cenas vergonhosas de violência e vandalismo" após dias de protestos em cidades do Reino Unido. Ela disse à BBC que "haverá uma cobrança" e prometeu "justiça rápida" para aqueles envolvidos nos distúrbios.

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