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Brasil pode ter 4º ministro da Saúde em meio à pandemia de Covid

Pazuello está com dias contados à frente da pasta, diz imprensa

15 mar 2021 - 13h56
(atualizado às 14h02)
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Em meio aos recordes diários de mortes e casos por Covid-19, o Brasil pode ter seu quarto ministro da Saúde em cerca de um ano, segundo repercute a mídia nacional entre este domingo (14) e segunda-feira (15).

Pazuello pode estar com os dias contados à frente do Ministério da Saúde
Pazuello pode estar com os dias contados à frente do Ministério da Saúde
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A saída de Eduardo Pazuello é dada como certa pelos principais jornais do país. O jornal "O Globo" chegou a informar que a saída por "problemas de saúde", mas o Ministério da Saúde negou a saída ou que Pazuello esteja doente.

A primeira cotada foi a cardiologista Ludhmila Hajjar, no entanto, após reuniões em Brasília, ela anunciou que recusou a proposta para ocupar o cargo. Hajjar é muito reconhecida por sua atuação e defesa científica, tendo se manifestado por diversas vezes em defesa do isolamento social, o uso de máscaras e o investimento em vacinas - praticamente o contrário do que prega o presidente do país, Jair Bolsonaro, em suas viagens e através da live semanal.

Segundo a jornalista Andreia Sadi, da "Rede Globo", as conversas para substituir Pazuello já ocorrem há uma semana nos bastidores do Planalto e há dúvidas se será escolhido um nome técnico ou político.

Sadi ainda ressalta que a estratégia de trocar o atual ministro tem a ver com uma "tentativa de esvaziar a instalação da CPI da Covid no Congresso, além de tirar pressão da investigação que corre no Supremo Tribunal Fedral e apura omissões" de Pazuello durante toda a gestão da pandemia - da crise da falta de oxigênio hospitalar em Amazônia à falta de ações para combater o coronavírus Sars-CoV-2.

Pazuello, que é general da ativa, assumiu o cargo em 16 de setembro - após permanecer interinamente na função por quatro meses ao substituir o médico Nelson Teich, que deixou o cargo em 16 de maio - menos de um mês após assumir.

Antes dos dois, o ministro da Saúde era Luiz Henrique Mandetta, que assumiu logo após a posse de Bolsonaro, em janeiro de 2019, e ficou na função até 16 de abril. Tanto Teich como Mandetta deixaram seus cargos por não concordarem com o presidente, especialmente, por não aceitarem a tática do mandatário de não seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e acreditar na chamada imunidade de rebanho.

Conforme os dados do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), o Brasil vive o pior momento da pandemia de Covid-19, batendo recordes diários de mortes e casos e sendo o país que mais contabiliza óbitos no mundo.

São 11.483.370 casos confirmados da doença - recuperando o segundo lugar no ranking mundial por voltar a ultrapassar a Índia - e 278.229 vítimas. Em ambos, apenas os Estados Unidos está à frente.

A média móvel de contágios dos últimos sete dias está em 66.289 e a de mortes está em 1.831 por dia. O número é disparado o pior na comparação com os demais ministros.

Quando Mandetta saiu, em 16 de abril, as médias estavam em 1.795 e 140, respectivamente. No dia 16 de maio, a média de casos diários era de 11.029 e de óbitos era de 715. .

Ansa - Brasil
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