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Arsenal da Esperança organiza maratona de leitura da Bíblia em SP

Ao menos 70 leitores se revezaram sem parar durante quatro horas

28 set 2026 - 14h02
(atualizado às 14h49)
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Resumo
O Arsenal da Esperança promoveu em São Paulo uma maratona bíblica de quatro horas ininterruptas, reunindo cerca de 70 leitores, entre autoridades, jornalistas, religiosos e migrantes. Realizada há 16 anos e inspirada em um projeto italiano, a iniciativa contemplou a leitura integral dos livros de Daniel e Apocalipse, simbolizando a união e a esperança. Transmitido pelo YouTube, o evento reforçou a importância da colaboração coletiva e acolheu o público atendido diariamente pelo centro.

O Arsenal da Esperança, um dos símbolos da caridade cristã em São Paulo, promoveu uma "leitura contínua da Palavra", na qual cerca de 70 pessoas se revezaram na leitura da Bíblia, sem interrupção, durante quatro horas, entre às 20h e meia-noite (de Brasília).

Ao menos 70 leitores se revezaram sem parar durante quatro horas
Ao menos 70 leitores se revezaram sem parar durante quatro horas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com o padre Simone Bernardi, diretor do centro de acolhida para pessoas em situação de rua, a iniciativa "simples e sugestiva" foi criada há 16 anos e segue como uma ação regular no lar paulista, que atende mais de mil pessoas diariamente.

O projeto foi inspirado na maratona de leituras bíblicas completas ("A Bíblia Dia e Noite"), promovida pela emissora italiana RAI em Roma, em 2008.

Na ação ocorrida na capital paulista, os participantes se revezaram na leitura dos 14 capítulos do Livro de Daniel e dos 22 capítulos do Apocalipse de São João.

"Uma leitura que só poderia ser realizada unindo forças e que, seguindo o testemunho de Daniel no exílio babilônico, renova o apelo à esperança e à lealdade diante das grandes potências e impérios da história que, no entanto, não têm a palavra final", declarou Bernardi.

Os leitores desta edição incluíram a vice-cônsul italiana no Brasil, Marianna Haddad; o jornalista Mílton Jung, apresentador do Jornal da CBN; o diácono Márcio José Ribeiro, diretor da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo; e os senhoras Josias e Janoy, que leram em espanhol e francês, respectivamente, dando voz e representatividade aos migrantes vindos de outros países da América Latina e da África.

"Ao final da leitura, cada pessoa literalmente passou a Palavra para o próximo leitor, incorporando um dos valores centrais da iniciativa: reconhecer, na prática, que precisamos uns dos outros e que o único caminho é a colaboração", afirmou o religioso.

Segundo Bernardi, "nenhuma parte dos textos sagrados foi omitida, nem mesmo as passagens mais complexas, porque a vida não dá saltos e porque os trechos mais difíceis encontram, em última análise, seu significado em um plano maior".

Por fim, o padre fez um agradecimento especial aos leitores e a todos os presentes, incluindo o público que acompanhou a transmissão ao vivo de casa pelo canal do YouTube do Arsenal da Esperança. .

Ansa - Brasil
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