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AF 447: famílias esperam por Justiça para 'virar a página'

Estimativa é que a Justiça francesa leve até dois anos para concluir o processo

30 mai 2014 - 07h37
(atualizado às 09h35)
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Dinheiro não pode pagar a falta de Justiça, diz irmã de vítima:

O voo Air France 447 ainda é uma ferida aberta na vida das famílias de passageiros e tripulantes que morreram durante a travessia do Atlântico na madrugada de 1º de junho de 2009. Cinco anos depois, as famílias ainda esperam que a Justiça determine de quem foi a responsabilidade pela cadeia de erros que resultou no acidente que matou 228 pessoas.

É uma espera que está longe de terminar porque não há previsão de que o procedimento de instrução aberto pelo Tribunal de Grande Instância de Paris em 2009 seja concluído. Advogados estimam que a decisão definitiva da juíza Sylvia Zimmermann ocorra apenas no segundo semestre de 2015 ou no ano seguinte.

Nada foi feito para evitar o acidente, diz filho de vítima:

A enfermeira brasileira Keiko Marinho, que vive na França, estava assistindo o noticiário sobre um avião que havia desaparecido dos radares quando o telefone tocou. “Eu sabia que era meu pai ligando. Ele me disse que o meu irmão estava no avião”, relembrou em entrevista ao Terra. Seu irmão, Nelson Marinho Filho, voava a trabalho para África e a França seria uma conexão. “Muitas pessoas foram indenizadas, mas dinheiro nenhum pode pagar a falta de Justiça. Precisamos saber o que foi realmente que aconteceu e quem são os verdadeiros culpados”, lamenta Keiko. 

Luto em aberto

Ao todo, 154 corpos foram recuperados – 50 encontrados em junho de 2009, poucos dias após o acidentes, e 104 localizados e resgatados em operações de busca que vasculharam o oceano a 3.900 metros de profundidade. A francesa Claire Durousseau integra o grupo de 74 famílias que não puderam sepultar parentes que pereceram na tragédia. Claire perdeu uma sobrinha e o marido dela. O casal tinha 26 e 27 anos, respectivamente.

“Nós ainda estamos esperando que a nossa família possa virar a página, mas é muito, muito duro. Nós não pudemos fazer o luto deles porque nós não os vimos. É como se eles não estivessem mortos e pudessem reaparecer a qualquer momento”, contou ela ao Terra

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Fonte: Especial para Terra
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