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Abstenção tem a maior queda entre turnos desde a redemocratização

Em termos percentuais, a abstenção deste segundo turno era a menor desde 2006, quando foi de 18,99%, com 99,91% das urnas apuradas.

25 out 2026 - 22h05
(atualizado às 22h09)
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Resumo
A eleição presidencial de 2026 bateu recorde com a maior queda de abstenção entre turnos desde a redemocratização: o índice recuou de 21,08% para 19,21%, menor taxa desde 2006. O comparecimento histórico foi impulsionado por forte mobilização de eleitores na etapa final. O pleito também registrou o menor patamar de votos brancos e nulos desde 1989, cuja soma caiu de 4,77% no primeiro turno para 3,24% no segundo, consolidando um engajamento cívico recorde nas urnas.
Mulher indígena votando em Brasília
Mulher indígena votando em Brasília
Foto: Reuters / BBC News Brasil

A eleição presidencial de 2026 registrou a maior queda na abstenção entre o primeiro e o segundo turno desde a redemocratização: 1,87 ponto percentual, de 21,08% para 19,21%.

Os números foram computados com 99,91% das seções totalizadas, em arquivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizado às 21h40 de Brasília.

No segundo turno, 30.463.758 eleitores não haviam comparecido às urnas, ante 33.469.244 no primeiro turno.

Esta é a segunda eleição presidencial desde 1989 em que o país registra queda na abstenção entre os turnos.

A primeira foi em 2022, quando o índice caiu 0,36 ponto percentual, de 20,95% para 20,58%, considerando os percentuais sem arredondamento.

Nas demais disputas presidenciais com segundo turno desde 1989, houve aumento da abstenção. Em 1994 e 1998, a eleição foi decidida na primeira rodada.

Em termos percentuais, a abstenção deste segundo turno era a menor desde 2006, quando foi de 18,99%.

O menor índice permanece sendo o de 1989, primeira eleição presidencial direta após a ditadura: 14,39% no segundo turno, ante 11,92% no primeiro.

A campanha do segundo turno deste ano foi marcada por uma forte mobilização de eleitores, particularmente no campo petista, após um primeiro turno marcado pela apatia e por escândalos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que desviaram o debate público das eleições.

A queda ocorreu mesmo com a disputa para governador já definida na maioria das unidades da Federação. Houve segundo turno para os governos de Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal.

Brancos e nulos

Também caiu a proporção de votos brancos e nulos na disputa presidencial. Os brancos passaram de 1,84% para 1,12%, enquanto os nulos recuaram de 2,93% para 2,12%.

Até às 21h40, o segundo turno registrava 1.429.477 votos brancos e 2.720.934 nulos, somando 4.150.411 — o equivalente a 3,24% dos votos depositados nas urnas.

No primeiro turno, foram 2.300.798 brancos e 3.674.249 nulos, um total de 5.975.047, ou 4,77% dos votos. A proporção conjunta caiu 1,53 ponto percentual.

Considerando a soma de brancos e nulos, é o patamar mais baixo desde a redemocratização.

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