O diretor da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Rafaelly Wiest, avaliou nesta quarta-feira que a aprovação do projeto de decreto legislativo chamado de "cura gay", pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, afronta decisões tomadas por organismos internacionais que há décadas se posicionaram contra a classificação da homossexualidade como doença.
O projeto, aprovado ontem em votação simbólica, autoriza o tratamento psicológico para alterar a orientação sexual de homossexuais. A matéria segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça. "Em 1990, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou a retirada da homossexualidade da classificação de doenças adotada pela Organização Mundial da Saúde. O que justifica o retrocesso depois de mais de 20 anos?", questiona Rafaelly Wiest.
O diretor e integrante do Movimento Dignidade considera que o presidente da comissão, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), se aproveitou de um momento, no qual as atenções estão voltadas para as manifestações que ocorrem em todo o País, para aprovar a matéria.
"Ele aproveitou que a mídia toda está voltada para isso, que o foco não estava voltado para ele", disse. Rafaelly Wiest informou que serão reforçados por as mobilizações para que o projeto seja rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
O projeto propõe a suspensão da validade de dois artigos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999, que proíbe os profissionais de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de tratar a homossexualidade como doença. Os profissionais também não podem adotar ação coercitiva a fim de orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.
Manifestantes promoveram um beijaço gay em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, para cobrar políticas públicas contra a homofobia
Foto: Fernando Diniz / Terra
Manifestantes promoveram um beijaço gay em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, para cobrar políticas públicas contra a homofobia
Foto: Fernando Diniz / Terra
Manifestantes promoveram um beijaço gay em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, para cobrar políticas públicas contra a homofobia
Foto: Fernando Diniz / Terra
Manifestantes promoveram um beijaço gay em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, para cobrar políticas públicas contra a homofobia
Foto: Fernando Diniz / Terra
Manifestantes promoveram um beijaço gay em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, para cobrar políticas públicas contra a homofobia
Foto: Fernando Diniz / Terra
Antes do beijaço, ativistas discursaram e pediram empenho do governo na defesa dos homossexuais
Foto: Fernando Diniz / Terra
Marcelly Malta, presidente do Igualdade-RS, lembrou que seis travestis foram assassinadas na Grande Porto Alegre neste ano
Foto: Fernando Diniz / Terra
Manifestantes promoveram um beijaço gay em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, para cobrar políticas públicas contra a homofobia
Foto: Fernando Diniz / Terra
Manifestantes fecharam a rua Duque de Caxias e estenderam uma bandeira do movimento
Foto: Fernando Diniz / Terra
Manifestantes promoveram um beijaço gay em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, para cobrar políticas públicas contra a homofobia
Foto: Fernando Diniz / Terra
Organizado por universitários, o beijaço reuniu 1.200 pessoas, na estimativa dos organizadores
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Manifestantes da causa gay fizeram um beijaço em Belo Horizonte, nesta sexta-feira. Eles cobraram políticas no combate a homofobia
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
O beijaço foi realizado por volta das 19h desta sexta-feira, em Belo Horizonte
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Organizado por universitários, o beijaço reuniu 1.200 pessoas, na estimativa dos organizadores
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
O manifesto ganhou o nome de 'Toda Forma de Amor'. Manifestantes distribuíram camisetas para alguns dos presentes ao beijaço
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Manifestantes da causa gay fizeram um beijaço em Belo Horizonte, nesta sexta-feira. Eles cobraram políticas no combate a homofobia
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
O manifesto ganhou o nome de 'Toda Forma de Amor'. Manifestantes distribuíram camisetas para alguns dos presentes ao beijaço