Script = https://s1.trrsf.com/update-1784747113/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

EUA impõem ao Brasil maior alíquota de novo tarifaço global; veja países afetados

23 jul 2026 - 19h11
(atualizado às 19h51)
Compartilhar
Exibir comentários

Novas tarifas americanas por supostas falhas no combate ao trabalho forçado entram em vigor para cerca de 60 parceiros comerciais. Brasil foi enquadrado na taxa mais alta, de 12,5%.Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23/07) novas tarifas de 10% a 12,5% sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais. O Brasil será atingido pela alíquota máxima, que se soma à sanção de 25% já imposta por Washington sobre seus produtos. Segundo o governo do presidente Donald Trump, esses países fiscalizam de forma insuficiente o trabalho forçado.

Governo Trump diz que trabalho escravo no exterior gera concorência desleal
Governo Trump diz que trabalho escravo no exterior gera concorência desleal
Foto: DW / Deutsche Welle

As novas tarifas entram em vigor na madrugada desta sexta-feira, momento em que expira uma taxa temporária global de 10%, implementada por Washington após a Suprema Corte dos EUA derrubar, em fevereiro, o tarifaço "recíproco" de 10% a 50%. Mercadorias já em trânsito ficarão isentas até 28 de julho.

A nova taxa de 10% é aplicada a 17 países que possuem uma proibição de importação de produtos feitos com trabalho forçado, assumiram o compromisso de implementar e aplicar essa proibição ou adotam regime similar. Para todas as demais 43 economias investigadas, a tarifa adequada da Seção 301 será de 12,5% (leia mais abaixo).

Entre os novos sancionados estão a União Europeia e economias como China, Japão, Índia, Reino Unido, Canadá e Argentina, além do Brasil.

Governo rejeita substituição tarifária

Apesar da coincidência de datas, o governo rejeita a avaliação de que as novas tarifas relacionadas ao trabalho forçado sejam apenas uma substituição das taxas que estão expirando.

"Os Estados Unidos mantêm uma proibição à importação de mão de obra forçada há quase um século e a aplicam rigorosamente; já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo", afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

Diversos produtos ficarão isentos das novas taxas, entre eles petróleo e gás, fertilizantes, determinados alimentos e mercadorias já sujeitas às tarifas de segurança nacional, como automóveis, aço, alumínio e cobre.

Também estarão isentos os bens que atendam às regras do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), em razão da forte integração das cadeias produtivas norte-americanas e do elevado conteúdo de origem americana nesses produtos.

Brasil acumula sanções

Entre os países afetados pela medida está o Brasil. Segundo o governo americano, a investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 concluiu que o país não adota mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada ou a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que configuraria uma prática comercial desleal. Veja como o Brasil combate o trabalho análogo à escravidão.

Em relatório divulgado neste mês, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) afirmou que a ausência dessas restrições cria condições de concorrência consideradas desfavoráveis para empresas e trabalhadores americanos.

No caso brasileiro, o relatório aponta que o país mantém compromissos de combate ao trabalho escravo, mas avalia que não há uma proibição considerada efetiva para barrar a importação destas mercadorias.

A nova cobrança se soma às pressões tarifárias já impostas por Washington sobre outros produtos brasileiros, taxados em 25%, o que pode elevar ainda mais a carga total incidente sobre parte das exportações do país aos Estados Unidos.

Em nota, o governo brasileiro classificou a medida como "completamente arbitrária" e "injustificada". "Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais", afirmou.

Quais países foram taxados?

As economias taxadas em 10% são:

Argentina

Bangladesh

Camboja

Canadá

Equador

El Salvador

Guatemala

Honduras

Índia

Indonésia

Jordânia

Malásia

México

Paquistão

Reino Unido

Sri Lanka

Trinidad e Tobago

Já os países taxados em 12,5% são:

África do Sul

Arábia Saudita

Argélia

Austrália

Bahamas

Bahrein

Brasil

Catar

Cazaquistão

Chile

China

Colômbia

Coreia do Sul

Costa Rica

Egito

Emirados Árabes Unidos

Filipinas

Guiana

Hong Kong (China)

Iraque

Israel

Japão

Kuwait

Líbia

Marrocos

Nicarágua

Nigéria

Noruega

Nova Zelândia

Omã

Peru

República Dominicana

Rússia

Singapura

Suíça

Taiwan

Tailândia

Tunísia

Turquia

União Europeia

Uruguai

Venezuela

Vietnã

gq (AP, Reuters, OTS)

---------

Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro.

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra