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Ataques russos deixam milhares sem energia na Ucrânia

1 nov 2026 - 13h03
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Resumo
Neste domingo, bombardeios russos deixaram centenas de milhares de ucranianos sem energia elétrica após atingirem a infraestrutura de quatro regiões. Em contrapartida, ataques maciços de drones ucranianos causaram danos severos a um complexo industrial e petrolífero em Nizhny Novgorod, na Rússia. Com centenas de drones abatidos por ambos os lados, os ataques mútuos miram instalações energéticas e de combustíveis, mantendo a escalada militar sem perspectivas de cessar-fogo.

Ataques russos deixaram centenas de ‌milhares de ucranianos sem energia elétrica neste domingo, afirmou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, enquanto as autoridades russas relataram grandes danos a um complexo industrial atingido por drones ucranianos na região de Nizhny Novgorod.

Mesmo com o cessar-fogo local de seis dias chegando ao fim na cidade ucraniana de Oleshky, controlada pela Rússia, não houve trégua nos combates em outras ⁠partes da linha de frente, e ambos os lados mantiveram os ataques aéreos de longo ‌alcance.

Zelenskiy afirmou que a Rússia atingiu a infraestrutura elétrica em quatro regiões ucranianas durante a madrugada, cortando o fornecimento de energia para centenas de milhares de residências.

"A intensidade ‌dos ataques é muito alta, e os russos estão buscando ‌explorar ao máximo a falta de interceptores de mísseis balísticos", disse ele no ⁠Telegram.

O presidente ucraniano disse que a Ucrânia, por sua vez, atacou a fábrica de Kamensky, na região de Rostov, na Rússia, que, segundo ele, estava envolvida na fabricação de mísseis russos.

Moscou não se pronunciou sobre o suposto ataque em Rostov. Na região de Nizhny Novgorod, no entanto, o governador Gleb Nikitin disse que um ataque ucraniano em grande escala ‌com drones durante a madrugada causou "danos significativos" a uma instalação industrial. Ele não identificou o local ‌atingido. A região abriga a ⁠refinaria de petróleo ⁠NORSI, uma das maiores da Rússia.

No total, o Ministério da Defesa da Rússia informou que suas forças ⁠abateram 235 drones ucranianos sobre regiões russas durante ‌a madrugada. A Força Aérea ‌da Ucrânia afirmou ter abatido 371 dos 433 drones de longo alcance lançados pela Rússia desde a noite de sábado.

Em atualização matinal, a Força Aérea informou que dezenas de drones russos ainda estavam no ar na manhã de domingo. Seis alertas separados sobre ⁠drones haviam sido emitidos em Kiev desde a meia-noite.

ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEL

O governo regional de Nizhny Novgorod também não identificou a instalação que foi atingida, mas afirmou que está tomando medidas para garantir o abastecimento de combustível aos postos de gasolina, pedindo aos motoristas que "comprem combustível apenas na medida do necessário e ‌evitem compras motivadas pelo pânico", informou a Interfax.

O alerta sugere que a instalação danificada está ligada à infraestrutura de refino de petróleo ou de abastecimento de combustível da região. ⁠Kiev não assumiu imediatamente a responsabilidade pelo ataque a Nizhny Novgorod.

Na sexta-feira, a Rússia afirmou que a Ucrânia retomou os ataques às suas refinarias de petróleo e acusou Kiev de ignorar um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para interromper tais ataques, que Trump atribuiu ao aumento do custo do diesel antes das eleições de meio de mandato nos EUA na próxima semana.

A Ucrânia afirma que apoia um cessar-fogo total contra alvos do setor energético, incluindo sua própria rede elétrica danificada, mas que Moscou não está disposta a concordar com isso.

Em entrevista ao canal de TV estatal Vesti neste domingo, o vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, responsável pelo setor de energia, não mencionou o ataque a Nizhny Novgorod, mas afirmou que os ataques ucranianos às refinarias russas estão agravando os desequilíbrios no mercado global de combustíveis e afetando os preços.

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