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Após assinar acordo provisório com Irã, Trump diz que Estreito de Ormuz será totalmente reaberto na sexta-feira

Presidente norte-americano afirma que canal marítimo estratégico será liberado na sexta-feira após assinatura presencial de acordo com o Irã

16 jun 2026 - 10h52
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16), que o Estreito de Ormuz será "totalmente reaberto" a partir de sexta-feira. Esta liberação deve ocorrer no mesmo dia em que Washington e Teerã assinarão formalmente o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio. Os dois países anunciaram no último fim de semana que chegaram a um entendimento para encerrar o conflito armado que já dura mais de três meses na região geográfica asiática. O texto final será firmado presencialmente em uma cerimônia oficial na cidade de Genebra, localizada na Suíça.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Tasos Katopodis/Getty Images / Perfil Brasil

Embora o anúncio traga otimismo para o cenário internacional, a divulgação do entendimento diplomático não significa um encerramento automático dos combates operacionais. Existem diversas etapas complexas até o desfecho completo da crise e persistem dúvidas sobre o tráfego marítimo em Ormuz. Além disso, autoridades das duas nações apresentam informações conflitantes sobre os termos debatidos. O principal objetivo das negociações é estabelecer um cessar-fogo imediato, funcionando como uma trégua temporária nos ataques mútuos.

Entenda as etapas para o fim definitivo dos combates no Oriente Médio

Esta trégua inicial deve durar enquanto os negociadores discutem o ponto central da disputa, que permanece sem consenso. O debate gira em torno do futuro do programa nuclear iraniano. Conforme o governo de Teerã, o plano prevê que os representantes diplomáticos alcancem um veredito em um período de até 60 dias. Se o cronograma avançar sem percalços, a guerra terminaria de forma definitiva. Contudo, o assunto é considerado espinhoso e as potências seguem distantes de uma resolução pacífica.

O governo liderado por Donald Trump exige que o Irã encerre totalmente suas atividades de enriquecimento de urânio. Washington alega que o projeto serve para o desenvolvimento de armamentos atômicos de destruição em massa. Esse argumento foi o motivo central apresentado pelo presidente norte-americano para ordenar o ataque em 28 de fevereiro, iniciando as hostilidades. Por outro lado, o governo iraniano nega as acusações ocidentais e assegura que a tecnologia atômica possui apenas finalidades civis.

Autoridades assinam memorando virtual e preparam cerimônia na Suíça

O documento preliminar de paz foi anunciado no domingo e contou com assinaturas digitais importantes. Do lado ocidental, assinaram o presidente Donald Trump e seu vice, J.D. Vance. Pelo lado oriental, o responsável foi o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, que obteve autorização direta do líder supremo do país. Mohammad Ghalibaf atua como chefe da comitiva de negociação e desponta como figura central na política interna daquela nação.

A validação inicial ocorreu de forma inteiramente virtual, segundo relatos da Casa Branca. Os representantes governamentais vão se encontrar pessoalmente na Suíça para a solenidade oficial. Para o posicionamento político de Teerã, o pacto real passará a existir somente após o evento presencial de sexta-feira. Até que essa solenidade ocorra, os iranianos classificam o documento digital apenas como um memorando de entendimento mútuo. No campo prático, contudo, observadores apontam que os reflexos já são visíveis na região.

Divergências sobre taxas marítimas e fiscalização nuclear bloqueiam consenso

Os confrontos armados registraram redução em solo libanês, de acordo com fontes oficiais locais. O grupo Hezbollah relatou na segunda-feira que o governo iraniano solicitou o adiamento da assinatura presencial para avaliar o comportamento dos adversários. Os termos detalhados do documento não foram publicados oficialmente. Donald Trump declarou que a íntegra do projeto será revelada após o encerramento da solenidade em Genebra. Fontes estatais da imprensa do Irã adiantaram que o texto envolve a livre circulação marítima e o fim gradual de sanções financeiras.

A reabertura de Ormuz expõe visões divergentes entre os líderes envolvidos. Donald Trump informou que determinou a suspensão do bloqueio naval imposto pela Marinha dos Estados Unidos. Apesar disso, o Ministério da Defesa do Irã comunicou que pretende instituir uma cobrança de taxa de serviço para as embarcações comerciais que navegarem pelo canal. O presidente dos Estados Unidos contesta a taxação e afirma que o documento proíbe qualquer tipo de pedágio na rota comercial. Outro impasse envolve o destino do urânio estocado, que os norte-americanos desejam transferir para a Rússia, proposta rejeitada pelos iranianos. O alívio nas sanções econômicas americanas dependerá diretamente do cumprimento das exigências técnicas nos próximos meses.

Perfil Brasil
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