Apenados produzem móveis e mais de 260 peças já foram doadas no RS
Entre os itens produzidos estão camas, mesas, armários e estruturas voltadas à construção civil
O Governo do Rio Grande do Sul tem ampliado ações de ressocialização de pessoas privadas de liberdade por meio da produção e doação de móveis fabricados em unidades prisionais da Serra. A iniciativa faz parte do programa Mãos que Reconstroem, desenvolvido pela Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo em parceria com a Polícia Penal.
A produção ocorre no Presídio Estadual de Canela, onde apenados atuam na marcenaria utilizando, em geral, materiais doados. Além da fabricação, os próprios detentos participam do transporte e da instalação dos móveis nas instituições beneficiadas, mediante autorização da Vara de Execuções Criminais de Caxias do Sul e sob escolta.
Desde o início da ação, mais de 260 peças de mobiliário já foram entregues a órgãos públicos e entidades assistenciais da área da 7ª Delegacia Regional da Polícia Penal. Entre os itens produzidos estão camas, mesas, armários e estruturas voltadas à construção civil.
Instituições como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Canela receberam camas de casal, enquanto o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) foi contemplado com mobiliário de grande porte. Na área da segurança pública, unidades da Brigada Militar em Gramado também foram beneficiadas com bancos, estantes e outros equipamentos.
A iniciativa ainda inclui ações de conscientização, como a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos, símbolo internacional de combate à violência contra a mulher. Um dos exemplares foi entregue à Delegacia de Polícia Civil de Gramado, com informações sobre canais de denúncia e apoio às vítimas.
Segundo o secretário Cesar Kurtz, o programa busca reduzir a ociosidade no sistema prisional e contribuir para a reintegração social dos apenados, ao mesmo tempo em que atende demandas de instituições e comunidades. A participação nas atividades também pode resultar na remição de pena, conforme previsto na legislação.
O governo avalia a iniciativa como uma estratégia para unir política pública, capacitação profissional e impacto social, com foco na criação de oportunidades após o cumprimento das penas.
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.