Aos 79 anos, morre Wilson Ney, um dos maiores nomes do Carnaval de Porto Alegre
Cantor e compositor gaúcho deixa um legado de mais de 60 anos dedicados ao samba e cerca de 500 composições.
O cantor e compositor Wilson Ney, um dos maiores nomes da história do Carnaval de Porto Alegre, morreu na manhã desta segunda-feira (13), aos 79 anos.
Com mais de seis décadas de carreira, o artista construiu uma trajetória marcante no samba gaúcho e deixou um repertório de aproximadamente 500 músicas.
Internado havia cerca de dez dias em um hospital de Tramandaí, no Litoral Norte, Wilson Ney tratava complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), sofrido em 2020, além de uma infecção pulmonar recente.
Reconhecido como o "Poeta do Sul", o compositor teve obras interpretadas por nomes consagrados da música brasileira, entre eles Neguinho da Beija-Flor, Elza Soares, Leci Brandão, Reinaldo e Elymar Santos.
Entre as composições que marcaram sua carreira estão Fogo de Palha, Dou a Fantasia, gravada pelo Pagode do Dorinho em homenagem à Acadêmicos da Orgia, e Convite ao Povo (Povo Meu), um dos mais tradicionais sambas de exaltação da Imperadores do Samba, cujos versos permanecem eternizados em uma placa na quadra da escola.
Nos desfiles carnavalescos, Wilson Ney também colecionou títulos. Foi campeão com a Imperadores do Samba em 1975, com o enredo Apoteose Histórica do Mundo Literário de Jorge Amado, e voltou a conquistar o carnaval em 1978 pela Acadêmicos da Orgia, com Festa no Gantois.
Em 1997, assinou um dos sambas-enredo em homenagem aos 70 anos da Rádio Gaúcha, responsável pelo conhecido refrão "Essa guria vai longe".
Até o momento, a família não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento do artista.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.