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"Amnésia dos glúteos": veja o perigo de ficar sentado por muitas horas

Entenda por que passar o dia sentado é considerado o "novo cigarro" e como a falta de movimento está atrofiando os músculos mais fortes do corpo humano

29 mar 2026 - 12h54
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Ficar sentado por muitas horas é tão prejudicial à saúde quanto fumar — e não importa se o motivo é trabalho, lazer ou preguiça. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo deve alcançar o tabagismo em número de mortes precoces neste século, afetando cerca de 800 milhões de pessoas.

O alerta mais surpreendente, contudo, recai sobre os "sedentários ativos": pessoas que treinam religiosamente, mas passam o restante do dia estáticas. Para a fisioterapeuta Valdirene Morette Canhestro, única brasileira certificada em medicina de estilo de vida pela IBLM, o comportamento é implacável. Em entrevista ao jornal Folha de SP, ela é categórica: "Na medicina de estilo de vida, se você passa oito horas por dia sentado, não importa se faça ginástica programada sete dias por semana, você tem um comportamento sedentário. Isso será um indicativo para problemas crônicos de saúde", afirma.

Essa inatividade prolongada gera o que especialistas e revistas de beleza batizaram de "amnésia glútea" ou, no termo mais dramático em inglês, dead butt syndrome (síndrome da bunda morta). O problema não é uma falha de memória cerebral, mas uma inibição neuromuscular. Os três grandes músculos que formam as nádegas, essenciais para nos manter eretos e facilitar o deslocamento, perdem a função por falta de uso.  Assim, com o passar dos anos, glúteos fracos podem dificultar levantar de uma cadeira sem usar os braços, agachar até o chão ou subir e descer escadas. Dessa forma, reduz a capacidade de movimentação do idoso e compromete a qualidade de vida.

Ficar sentado por muito tempo: saiba os riscos e o que fazer para corrigir o problema

O médico e escritor Drauzio Varella destaca ao jornal Folha de SP que essa percepção é um horizonte científico relativamente novo. "Tem muitas coisas que a gente sente no corpo, mas que levam um tempão para serem demonstradas cientificamente", pontua o médico. Ele compara a descoberta aos benefícios da corrida, que hoje têm substrato molecular comprovado pela liberação de endorfinas e outras moléculas que agem no sistema nervoso central.

Por fim, o grande desafio moderno é que o instinto de poupar energia — essencial para a sobrevivência de nossos ancestrais — tornou-se um inimigo em um mundo cercado por telas e cadeiras confortáveis. Como a evolução genética é lenta e as pressões de seleção mudaram, nosso corpo ainda não se adaptou à vida estática.

A circunferência abdominal e o tempo de permanência sentado tornaram-se fatores de risco isolados para doenças cardiovasculares. Para reverter a "bunda mole" e evitar dores crônicas, a solução vai além da hora sagrada na academia: é preciso quebrar o ciclo de imobilidade ao longo de todo o dia, devolvendo aos glúteos a função para a qual foram projetados. Por isso, vale subir escadas, ou até mesmo improvisar um step em um banco ou caixa.  Especialistas recomendam também musculação específica para esta área do corpo.

Ficou sentado muitas horas? Musculação é a saída
Ficou sentado muitas horas? Musculação é a saída
Foto: Perfil Brasil

Ficou sentado muitas horas? Musculação é a saída - Canva

Perfil Brasil
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