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Alerta no Carnaval: otorrino explica os riscos do beijo na boca durante a folia

Troca de saliva em aglomerações facilita a transmissão de vírus e bactérias; saiba como identificar sintomas e se proteger

8 fev 2026 - 18h29
(atualizado às 19h05)
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O Carnaval é o período de maior efervescência social do país, marcado por blocos e festas onde o beijo na boca é frequente. No entanto, o que muitos foliões ignoram é que esse contato íntimo serve como uma via direta para a transmissão de diversas patologias. A Dra. Roberta Pilla, otorrinolaringologista e membro da ABORL-CCF, alerta que a combinação de aglomeração e circulação viral potencializa os riscos à saúde.

Cuidados com o beijo na boca no Carnaval
Cuidados com o beijo na boca no Carnaval
Foto: Canva / Perfil Brasil

De acordo com a especialista, o beijo envolve o compartilhamento de secreções que podem carregar agentes infecciosos variados. "Entre as principais doenças transmitidas pelo beijo estão a mononucleose infecciosa, conhecida como 'doença do beijo', causada pelo vírus Epstein-Barr, o herpes simples tipo 1, o citomegalovírus, além de infecções respiratórias como gripe, resfriados e a COVID-19", explica a médica. Ela ressalta que, em casos onde há lesões na mucosa, até doenças mais graves como sífilis e meningite meningocócica podem ser transmitidas.

Por que o beijo na boca é uma porta de entrada eficiente?

A anatomia bucal favorece a sobrevivência de microrganismos. A Dra. Roberta detalha que a cavidade oral é naturalmente úmida, aquecida e altamente vascularizada. "Pequenas inflamações, aftas, gengivites ou microfissuras muitas vezes imperceptíveis facilitam ainda mais esse processo", afirma. A intensidade do contato também influencia o perigo: "Quanto maior o tempo de exposição e o volume de secreção compartilhada, maior a chance de transmissão, especialmente se uma das pessoas estiver com uma infecção ativa, mesmo que ainda no início".

Sinais de alerta e prevenção

Após os dias de folia, é crucial monitorar o surgimento de sintomas como febre, dor de garganta intensa, gânglios inchados no pescoço ou feridas labiais. "A maioria das infecções é leve, mas sintomas intensos ou prolongados não devem ser ignorados", orienta a otorrino.

Para aproveitar a festa com menos riscos, as recomendações incluem:

  • Observação: Evitar contato com pessoas que apresentem tosse, febre ou lesões visíveis (como herpes).

  • Higiene: Manter a saúde bucal em dia e não compartilhar copos ou talheres.

  • Imunidade: Estar com a vacinação (gripe, meningite e COVID-19) atualizada e garantir boas horas de sono.

A médica reforça que o cuidado pessoal não deve anular a diversão, mas acompanhá-la. "O beijo faz parte da vida social e afetiva, especialmente no Carnaval, mas é fundamental lembrar que diversão e cuidado com a saúde precisam caminhar juntos", finaliza a Dra. Roberta Pilla.

Perfil Brasil
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