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Adesão à vacina contra bronquiolite em gestantes segue baixa no Rio Grande do Sul

Estado já aplicou cerca de 27 mil doses, mas meta é imunizar 120 mil gestantes por ano

26 jan 2026 - 12h34
(atualizado às 12h37)
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Mesmo com a oferta gratuita da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a cobertura vacinal entre gestantes no Rio Grande do Sul ainda está aquém do esperado. Disponível desde dezembro para mulheres a partir da 28ª semana de gestação, o imunizante é considerado essencial para a proteção dos recém-nascidos contra a bronquiolite, uma das principais causas de internações respiratórias em bebês.

Até agora, aproximadamente 27 mil gestantes foram vacinadas no Estado, sendo pouco mais de 5 mil doses aplicadas apenas neste mês de janeiro. A estimativa da Secretaria Estadual da Saúde (SES) é vacinar cerca de 120 mil gestantes por ano, com uma meta de alcançar 80% de cobertura desse público.

Para viabilizar a campanha, o Ministério da Saúde enviou 56 mil doses ao Rio Grande do Sul, que já foram distribuídas aos municípios e estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde. O VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e por 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos, afetando principalmente bebês nos primeiros meses de vida. Os sintomas mais comuns incluem tosse, chiado no peito e dificuldade respiratória, podendo evoluir para quadros graves.

Embora a circulação do vírus seja mais intensa nos meses frios, ele está presente ao longo de todo o ano. Os bebês mais novos são os mais vulneráveis às formas severas da doença, que frequentemente exigem internação hospitalar e suporte respiratório.

A vacinação durante a gestação garante proteção ao bebê logo após o nascimento, período considerado crítico. Isso ocorre porque os anticorpos produzidos pela mãe são transferidos ao feto ainda na gravidez. Estudos clínicos apontam uma redução de até 81,8% das formas graves da bronquiolite nos primeiros 90 dias de vida e de 69,4% até os seis meses em bebês cujas mães foram vacinadas entre a 24ª e a 36ª semana de gestação.

Como não existe tratamento específico para a bronquiolite, a prevenção é considerada a principal estratégia. O atendimento médico baseia-se em medidas de suporte, como hidratação, lavagem nasal e, em casos mais graves, uso de oxigênio e suporte respiratório. Por isso, a vacina é recomendada para todas as gestantes a partir da 28ª semana, com uma dose indicada a cada gestação, ao longo de todo o ano. A aplicação deve ser registrada na caderneta de vacinação.

O imunizante pode ser administrado junto com outras vacinas recomendadas durante a gravidez, como influenza, covid-19 e dTpa. O impacto do VSR tem sido crescente no Estado. Em 2025, foram registradas 3.616 hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave associadas ao vírus, número superior aos anos anteriores, além de 66 óbitos. Em 2026, até o momento, foram contabilizadas apenas duas hospitalizações e nenhuma morte.

Os dados mais recentes mostram que as crianças concentraram a maior parte das internações e dos atendimentos em UTI, enquanto os idosos responderam pela maioria dos óbitos, evidenciando a importância da vacinação como medida preventiva para reduzir complicações e salvar vidas.

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