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Ministro do Irã deixa Paquistão; Trump cancela envio de missão

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 25/4/2026 às 18h51)
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Representante iraniano diz que transmitiu sua posição através dos mediadores paquistaneses. Horas depois, Trump cancela a ida de Witkoff e Kushner a Islamabad. Acompanhe o conflito.

Conversas esperadas no Paquistão foram canceladas após ministro iraniano deixar o país sem aguardar os americanos
Conversas esperadas no Paquistão foram canceladas após ministro iraniano deixar o país sem aguardar os americanos
Foto: DW / Deutsche Welle

Representantes de Israel e Líbano se reuniram pela segunda vez em Washington nesta quinta-feira (23/04)

Trump prorroga cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. Trégua, que terminaria na próxima segunda-feira (27/04), foi estendida por mais "três semanas"

No entanto, ataques de Israel no Líbano e do Hezbollah a Israel continuam

EUA interceptam segundo navio-tanque no Oceano Índico

EUA negam que navios tenham burlado bloqueio aos portos do Irã

Trump ordena que Marinha "atire e destrua" barcos iranianos que colocam minas no Estreito de Ormuz

Irã ataca três navios no Estreito de Ormuz e captura dois deles, após Donald Trump anunciar que manteria bloqueio sobre portos iranianos

Enviado do Irã deixou o Paquistão neste sábado (25/04) sem se reunir com americanos. Trump cancelou envio de representantes.

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Israel lança novos ataques contra o Líbano

A mídia estatal libanesa informou neste sábado (25/04) que uma série de novos ataques israelenses atingiram quatro localidades no sul do Líbano, após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenar que as forças armadas atacassem o Hezbollah diante de supostas violações do cessar-fogo.

A Agência Nacional de Notícias relatou dois ataques em uma cidade do distrito de Bint Jbeil, outro bombardeio atingiu o distrito de Tiro. Explosões também foram registradas em mais duas cidades no distrito de Nabatieh.

O Exército israelense afirmou, em comunicado, que "atingiu infraestrutura terrorista do Hezbollah usada para fins militares em todo o sul do Líbano" e que "continuará a operar de forma decisiva contra ameaças".

Os ataques continuam apesar do cessar-fogo anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

gq (AFP)

Alemanha envia navios ao Mediterrâneo para futura missão em Ormuz

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse ao jornal alemão Rheinische Post que, "para ganhar tempo", navios da Marinha alemã serão deslocados para o Mar Mediterrâneo, de modo que possam se juntar a uma missão internacional para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz quando chegar o momento.

"Um envio ao [Estreito de Ormuz] só é possível quando tivermos um mandato do Parlamento alemão", afirmou ao jornal. "Para ganhar tempo, decidimos enviar algumas das unidades ao Mediterrâneo antes do previsto, para não perder nenhum tempo assim que tivermos o mandato".

Ele observou que o governo adotou um curso de ação semelhante antes da missão Aspides da União Europeia no Mar Vermelho, iniciada em fevereiro de 2024 em resposta a ataques houthis.

"Isso acelerou substancialmente o início do envio", disse Pistorius.

Sem indicar quando o deslocamento ocorreria, afirmou que um caça-minas e um navio de apoio seriam enviados, com a redução de missões em outras áreas, em acordo com parceiros.

Mais tarde, no sábado, uma porta-voz do Ministério da Defesa disse à agência de notícias dpa que a Marinha alemã planeja deslocar, nos próximos dias, o navio caça-minas Fulda.

"Isso constitui um pré-posicionamento em preparação para uma possível participação da Bundeswehr em uma missão multinacional para garantir a segurança do Estreito de Ormuz", afirmou.

Ormuz permanece fechado

O Irã bloqueou o tráfego que passa pelo estreito em resposta a ataques dos Estados Unidos e de Israel iniciados em 28 de fevereiro. Apesar de um cessar-fogo, Teerã manteve a via marítima estratégica fechada devido a umbloqueio dos EUA aos portos iranianos.

Cerca de um quinto do petróleo e do gás do mundo passa pelo estreito, e o fechamento por quase dois meses teve impactos significativos sobre economias em todo o mundo.

A Alemanha, assim como outros aliados da Otan, irritou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao se recusar a entrar na guerra, mas prometeu ajudar a garantir a navegação pelo estreito com apoio de caça a minas e reconhecimento.

gq (dpa, DW)

Irã rejeita conversas diretas com americanos; Trump cancela envio de negociadores

O ministro iraniano do Exterior, Abbas Araqchi, deixou o Paquistão neste sábado (25/04) sem se reunir com enviados dos Estados Unidos.

No dia anterior, a Casa Branca anunciara que o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, viajariam a Islamabad para manter conversas com autoridades iranianas.

No entanto, o Irã descartou negociações diretas. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, disse que Teerã transmitirá suas condições para o fim da guerra aos americanos através dos mediadores paquistaneses. A informação foi confirmada por Araqchi.

"Compartilhamos a posição do Irã quanto a um quadro viável para pôr fim permanentemente à guerra contra o Irã. Ainda não vimos se os EUA estão realmente sérios quanto à diplomacia", escreveu nas redes sociais.

À agência de notícias Reuters, uma fonte diplomática do Irã disse que o país não aceitará "demandas maximalistas" dos EUA.

Horas depois, Trump anunciou que cancelou a ida de Witkoff e Kushner ao Paquistão.

"Nós temos todas as cartas. Eles podem nos ligar a qualquer momento que quiserem, mas vocês não vão mais fazer voos de 18 horas para ficar sentados conversando sobre nada", disse Trump sobre a conversa que teve com sua equipe.

Questionado pelo veículo americano Axios se isso significava uma retomada das hostilidades, Trump respondeu: "Não. Não significa isso. Ainda não pensamos nisso."

ra (EFE, AFP, Reuters)

Líbano contabiliza quatro mortos em ataques israelenses no sul

Quatro pessoas foram mortas no sul do Líbano neste sábado (25/04) por ataques israelenses, informou o Ministério da Saúde do país.

As mortes ocorreram apesar de um cessar-fogo prorrogado nesta semana na guerra entre Israel e a milícia libanesa Hezbollah.

Horas depois, os militares israelenses anunciaram que as vítimas eram ligadas ao Hezbollah, e que três delas estavam a bordo de um veículo carregado de armas. Também comunicaram a morte de outros dois combatentes do grupo em outra área do sul do Líbano.

A agência estatal National News Agency (NNA) também relatou bombardeios de artilharia israelense em vários locais do sul do Líbano e uma "explosão violenta" em Khiam, uma cidade estratégica no leste do Líbano, perto da fronteira com Israel.

Já os militares israelenses reportaram o disparo de mísseis contra Israel à tarde, tendo um deles caído em uma área aberta, mas sem provocar danos ou mortes. Os disparos foram confirmados por fontes de segurança libanesas.

O Exército de Israel voltou a alertar moradores para que não retornem a dezenas de localidades no sul do Líbano dentro da chamada "linha amarela", que se estende por cerca de 10 quilômetros dentro do território libanês ao longo de toda a fronteira.

Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação por três semanas do cessar-fogo no Líbano. A trégua, porém, tem sido frágil, com ambos os lados se acusando de violar o acordo.

Soldados israelenses permanecem estacionados no sul do Líbano. Pelos termos do cessar-fogo, Israel pode se defender de ataques planejados, iminentes ou em curso, mas deve se abster de operações "ofensivas" contra alvos no país.

ra (dpa, DW)

Pela 1ª vez em quase dois meses, Irã reabre espaço aéreo para voos comerciais

O Irã retomou neste sábado (25/04), pela primeira vez em quase dois meses de guerra com EUA e Israel, voos comerciais a partir do aeroporto internacional de Teerã.

A informação, anunciada pela mídia estatal iraniana, vem dias após uma extensão do cessar-fogo no conflito por decisão do presidente americano, Donald Trump.

Aviões decolaram do Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerã, com destino a Istambul, à capital de Omã, Mascate, e à cidade saudita de Medina.

O Flightradar24, uma plataforma de monitoramento de voos, mostrou que pelo menos três voos com destino a Istambul partiram na manhã deste sábado.

O espaço aérea iraniano ficou fechado desde o início da guerra até o início deste mês, quando um cessar-fogo possibilitou a reabertura parcial. O conflito provocou o cancelamento e forçou a mudança de rota de dezenas de milhares de voos pelo Oriente Médio.

ra (AP, Reuters)

Alemanha corta pela metade previsão de crescimento do PIB em meio a efeitos da guerra

Apenas três meses após projetar um avanço de 1% para seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, o governo alemão revisou os dados e cortou a estimativa pela metade. A maior economia da Europa agora deve crescer apenas 0,5% no próximo ano, informaram as autoridades, abaixo da previsão divulgada em janeiro.

O choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio foi apontado como o principal responsável pela revisão do cenário econômico, que também levou o governo a cortar a previsão de crescimento de 2027 para 0,9%, ante 1,3% calculado anteriormente.

Havia grandes expectativas de que o pacote de gastos públicos do chanceler federal alemão Friedrich Merz faria o país voltar a crescer após anos de estagnação. Mas o salto nos preços do petróleo e do gás desde o início da guerra no Irã impactou a economia, elevando a inflação e aumentando os custos para os fabricantes, setor crucial do país.

"A escalada nos fez recuar economicamente", afirmou a ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche ao apresentar os dados nesta quarta-feira (22/04). "A situação continua altamente volátil."

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EUA enviam equipe ao Paquistão para conversas com chanceler iraniano

Os emissários americanos Steve Witkoff e Jared Kushner viajam ao Paquistão neste sábado (25/04) para dar continuidade às negociações com o Irã, informou a Casa Branca nesta sexta-feira (24/04).

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karolien Leavitt, disse em entrevista ao canal Fox News que os dois terão reuniões com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. O irianiano confirmou que vai ao Paquistão, mas não informou se participará de conversas com a parte americana.

"Estamos esperançosos de que será uma conversa produtiva e que ajude a avançar rumo a um acordo", afirmou Leavitt.

Ela disse que o vice-presidente JD Vance não viajará, mas que continua "profundamente envolvido".

Vance permanecerá nos Estados Unidos, assim como o secretário de Estado Marco Rubio e a equipe de segurança nacional do presidente, de "sobreaviso" para viajar ao Paquistão "se necessário".

Merz sugere alívio de sanções europeias ao Irã; UE é mais cautelosa

O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, sugeriu nesta sexta-feira (24/04) que a União Europeia (UE) poderia aliviar sanções contra Teerã como parte de um acordo abrangente que encerraria a guerra com o Irã. Outros líderes da UE, porém, adotaram um tom mais cauteloso.

A UE, composta por 27 países, impõe sanções ao Irã há anos, incluindo proibições de viagem e congelamento de ativos de autoridades e entidades de alto escalão. Os vetos resposdem a violações de direitos humanos, atividades nucleares e apoio militar à Rússia.

Autoridades dos Estados Unidos sugerem que um acordo amplo envolvendo os programas nuclear e de mísseis do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz poderia levar a um fim da guerra.

Após uma cúpula da UE no Chipre, Merz disse que o bloco poderia aliviar gradualmente as sanções contra o Irã caso um acordo abrangente fosse alcançado.

Os líderes europeus têm sido em grande parte deixados de lado nas negociações do atual conflito no Oriente Médio, mas alguns funcionários europeus veem as sanções do bloco como uma possível forma de a UE se envolver em uma solução diplomática.

"O alívio das sanções pode fazer parte de um processo", disse Merz a jornalistas após a cúpula em Nicósia.

"Ninguém se opôs a isso. É, por assim dizer, parte da contribuição que podemos dar para avançar esse processo e, com sorte, levar a um cessar-fogo permanente."

Antonio Costa diz ser cedo para discutir sanções

Mas o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, que presidiu a cúpula, disse ser "cedo demais para falar em aliviar qualquer tipo de sanção",

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avalia que o alívio das sanções só poderia ocorrer após evidências claras de mudanças fundamentais de rumo por parte do Irã.

"Acreditamos que o alívio das sanções deve ser condicionado à verificação da desescalada, particularmente em relação ao progresso no esforço internacional para conter sua ameaça nuclear, e a uma mudança na repressão contra seu próprio povo", disse ela na mesma coletiva.

gq (Reuters)

Combates prosseguem no Líbano apesar de cessar-fogo

Israel e Hezbollah continuam a trocar agressões nesta sexta-feira (24/04), apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado a extensão do cessar-fogo entre os dois lados por mais duas semanas.

Israel afirmou ter atingido posições do Hezbollah em retaliação a foguetes lançados do Líbano contra a cidade de Shtula. Os ataques israelenses também atingiram Deir Aames, localidade fora da zona de segurança que Israel mantém ocupada desde a implementação da trégua. Mais cedo, militares israelenses haviam ordenado que moradores deixassem a área.

O Exército israelense informou ainda que matou seis combatentes do Hezbollah em Bint Jbeil, no sul do Líbano, região que já havia registrado confrontos intensos antes do cessar-fogo. Segundo o comunicado, soldados identificaram militantes armados, houve troca de tiros e dois deles foram mortos. Depois, forças israelenses atacaram a estrutura onde o grupo operava, matando outros quatro.

"Começamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e está claro para nós que o Hezbollah tenta sabotar isso", acusou o primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em vídeo divulgado por seu gabinete.

Por outro lado, um parlamentar do Hezbollah, Ali Fayyad, afirmou nesta sexta‑feira que um cessar‑fogo "não faz sentido" diante da continuidade dos ataques israelenses. Foi a primeira reação do grupo apoiado pelo Irã à extensão da trégua anunciada por Trump. Fayyad declarou que o Hezbollah mantém o direito de responder a ofensivas israelenses contra alvos libaneses.

De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, o número de mortos no país desde o início do conflito subiu para 2.491 nesta semana.

gq (OTS, AP)

EUA bloqueiam $344 milhões em criptomoeadas ligadas ao Irã

A Casa Branca congelou 344 milhões de dólares (R$ 1,7 bilhão) em criptomoedas que, segundo autoridades americanas, estavam ligadas ao Irã.

Segundo a CNN americana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que várias carteiras associadas a Teerã foram sancionadas e que Washington seguirá rastreando recursos que o regime tenta mover para fora do país.

"Vamos rastrear o dinheiro que Teerã está tentando desesperadamente transferir para fora do país e atacar todas as fontes de financiamento ligadas ao regime", afirmou.

A emissora de criptomoedas Tether confirmou ter colaborado com autoridades dos EUA ao bloquear dois endereços após receber informações sobre atividades ilícitas, supostamente ligadas à evasão de sanções e redes criminosas.

gq (Reuters, OTS)

Netanyahu diz que passou por tratamento para câncer de próstata

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (24/04) que, há cerca de um ano e meio, passou por uma cirurgia de próstata. Em seguida, há dois meses e meio, seus médicos descobriram e trataram um pequeno tumor no Hospital Hadassah, em Jerusalém, com radioterapia. Isso não foi anunciado na época.

"Solicitei adiar a divulgação por dois meses para que não fosse publicada no auge da guerra" contra o Irã, disse o líder israelense de 76 anos, para evitar "mais propaganda falsa contra Israel".

Ele afirmou estar saudável e classificou o tumor como um "problema médico menor".

A saúde de Netanyahu foi alvo de especulações nas primeiras semanas da guerra com o Irã, quando imagens falsas geradas por inteligência artificial circularam sugerindo que ele havia morrido, inclusive na mídia estatal iraniana.

gq (AP)

Ministro do Exterior do Irã vai ao Paquistão

O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araqchi, está viajando para Islamabad para conversas a respeito da guerra com Estados Unidos e Israel, confirmou a agência de notícias estatal IRNA.

A capital paquistanesa se prepara para uma segunda rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, embora não se saiba se Araqchi se reunirá com autoridades americanas.

O ministro iniciará uma turnê nesta sexta-feira, que passa por Paquistão, Omã e Rússia, informou a IRNA.

"O objetivo desta viagem é realizar consultas bilaterais, abordar os desdobramentos atuais na região e analisar a situação da guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime israelense contra o Irã", acrescentou a agência.

md (EFE/Reuters/AFP)

Em alerta a europeus, Hegseth diz que EUA merecem parceiros "capazes e leais" que apoiem na guerra contra o Irã

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, alertou a Europa de que Washington merece parceiros "capazes" e "leais" que apoiem os EUA na guerra contra o Irã e enfatizou que a abertura do Estreito de Ormuz é mais do interesse dos aliados do que dos Estados Unidos.

"Não podemos contar com a Europa, mas eles precisam do Estreito de Ormuz muito mais do que nós. Talvez devessem começar a falar menos, a realizar menos conferências ostentosas na Europa e, em vez disso, entrar na luta. Esta é, em grande parte, mais a luta deles do que a nossa", disse Hegseth durante entrevista coletiva no Pentágono.

md (EFE, Reuters, AFP)

Israel emite ordem de evacuação no sudoeste do Líbano, apesar do anúncio de trégua

As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram nesta sexta-feira (24/04) uma ordem de evacuação para os moradores de Deir Ames, município no distrito de Tiro, no sudoeste do Líbano, diante de um ataque iminente "devido à atividade terrorista do Hezbollah".

"As FDI estão realizando operações seletivas na zona. Para a sua segurança, pedimos que evacuem suas casas imediatamente e se afastem pelo menos 1.000 metros da área", escreveu Avichay Adraee, porta-voz das FDI em árabe, em sua conta na rede social X (ex-Twitter).

Esta ordem de evacuação surge após a prorrogação de três semanas do cessar-fogo anunciada há poucas horas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após as negociações realizadas na Casa Branca entre diplomatas libaneses e israelenses.

O ataque a Deir Ames não será o primeiro ataque israelense desta sexta-feira no Líbano, pois já foi realizado outro contra um lançador de foguetes que supostamente teria sido utilizado pelo Hezbollah contra o vilarejo israelense fronteiriço de Shtula.

As FDI não especificaram se o suposto ataque proveniente do Líbano ocorreu antes ou depois do cessar-fogo anunciado pela Casa Branca.

"As FDI atacaram edifícios militares nas áreas de Kherbet Salem e Toulon, no sul do Líbano, que eram utilizados pela organização terrorista Hezbollah. Os ataques foram realizados em resposta ao lançamento de foguetes pelo Hezbollah em direção à área de Shtula", informaram as FDI em comunicado.

Posteriormente, na manhã desta sexta-feira, os alarmes foram acionados em várias áreas do norte de Israel, onde, segundo as FDI, um drone do Hezbollah penetrou e foi interceptado com sucesso.

Além disso, as FDI informaram que um de seus drones foi abatido no sul do Líbano após o lançamento de um míssil terra-ar de pequeno calibre pelo Hezbollah.

Nas negociações realizadas em Washington nesta quinta-feira — após as quais o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que "não está 100% certo" — o grupo xiita Hezbollah esteve ausente.

Por sua vez, o governo libanês rejeitou que o Irã atue em seu nome nos contatos que mantém com os Estados Unidos no Paquistão e optou por um diálogo direto com Israel, opção que o Hezbollah descarta.

O grupo xiita libanês entrou no conflito regional em resposta à operação conjunta de EUA e Israel contra o Irã, o que levou o Estado judeu a responder com ainda mais contundência contra o Líbano, deixando 2.294 mortos e 7.544 feridos em sete semanas, segundo dados oficiais.

jps (EFE)

Guerra no Irã terá impacto de "pelo menos 2 anos" no gás natural liquefeito, diz AIE

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou nesta sexta-feira que o conflito no Oriente Médio altera as perspectivas de médio prazo do gás natural liquefeito (GNL) e terá um impacto que durará "pelo menos dois anos", em um contexto de crescente incerteza nos mercados energéticos internacionais devido à guerra no Irã.

No médio prazo, a AIE estima em um relatório publicado hoje que o conflito poderá provocar a perda acumulada de cerca de 120 bilhões de metros cúbicos de suprimento de GNL entre 2026 e 2030, o que equivale a cerca de 15% do volume previsto.

Este impacto se concentrará especialmente em 2026 e 2027, atrasando os efeitos positivos do crescimento do setor, aponta a agência com sede em Paris.

Apesar disso, o órgão considera que estas perdas poderiam ser compensadas progressivamente com a entrada em operação de novas plantas de liquefação.

No entanto, adverte sobre a necessidade de reforçar os investimentos em toda a cadeia de valor do gás e diversificar as fontes energéticas para garantir a segurança do abastecimento.

A AIE destaca em seu estudo que a elevada volatilidade dos preços ressalta a importância de contar com carteiras diversificadas de contratos de longo prazo e de fortalecer a cooperação internacional entre produtores e consumidores para enfrentar crises desta magnitude.

A guerra na região interrompeu abruptamente a normalização dos fundamentos do mercado global de gás natural no início de 2026, após o fechamento de fato do Estreito de Ormuz no começo de março, constata a AIE em seu relatório.

Esta situação gerou "uma perturbação sem precedentes" no suprimento e nos preços.

A crise distorceu profundamente o equilíbrio no curto prazo e está modificando as perspectivas no médio prazo, segundo a agência.

Dessa forma, a perda temporária de cerca de 20% do suprimento mundial de gás natural liquefeito provocou uma forte volatilidade, elevando os preços na Ásia e na Europa a níveis não vistos desde a crise energética de 2022-2023, ao mesmo tempo em que forçou ajustes na demanda, indica o documento.

jps (EFE)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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