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7 em cada 10 mulheres relatam ansiedade e desmotivação

Pesquisa aponta que sobrecarga, desigualdade e modelos de trabalho afetam a saúde emocional feminina

16 jan 2026 - 13h13
(atualizado às 15h19)
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Ansiedade constante, sensação de desânimo e falta de motivação têm feito parte da rotina de muitas mulheres. Esses sentimentos aparecem com frequência no ambiente profissional.

Um levantamento recente mostra que o cenário é mais comum do que se imagina. Sete em cada 10 mulheres relatam ansiedade, angústia ou desmotivação frequente no trabalho.

Os dados fazem parte do Check-up de Bem-Estar 2025, pesquisa conduzida pela Vidalink com mais de 11 mil colaboradores de grandes empresas brasileiras.

O estudo revela que o impacto emocional é maior entre mulheres do que entre homens. A desigualdade vai além da carreira e atinge diretamente a saúde mental.

A sobrecarga que pesa mais sobre as mulheres

De acordo com o levantamento, 38% das mulheres vivem a chamada dupla jornada. Elas conciliam trabalho profissional com cuidados domésticos, filhos ou familiares.

Entre os homens, esse índice é 14 pontos percentuais menor.

Esse acúmulo de responsabilidades afeta a qualidade de vida e o sentimento de pertencimento no trabalho. Para Magali Frare Corrêa, Head de Capital Humano da Vidalink, o problema é estrutural.

"Esse acúmulo de responsabilidades impacta a qualidade de vida e o sentimento de pertencimento das trabalhadoras", analisa.

Ansiedade não é fragilidade individual

Para Taty Nascimento, especialista em liderança inclusiva, os números revelam algo maior do que questões pessoais.

"Quando a maioria das mulheres relata ansiedade, angústia ou desmotivação, não estamos falando de fragilidade individual", afirma.

Segundo ela, trata-se de uma falha na forma como o trabalho é organizado e liderado.

Modelos tradicionais ainda valorizam disponibilidade constante, longas jornadas e presença contínua. Essas práticas penalizam quem precisa conciliar múltiplas responsabilidades.

Mesmo buscando ajuda, o bem-estar não melhora

O estudo aponta um dado preocupante. Apenas 21% das mulheres dizem estar satisfeitas com o próprio bem-estar geral.

Ainda assim, são elas que mais procuram apoio profissional:

  • 16% fazem terapia

  • 18% utilizam medicamentos

Para Magali, isso evidencia um paradoxo. Mesmo buscando ajuda, as mulheres seguem enfrentando barreiras estruturais para crescer na carreira.

Menopausa e carreira: um desafio invisível

A desigualdade se intensifica em fases específicas da vida. Durante a menopausa, 47% das mulheres relatam prejuízo profissional, segundo outra pesquisa citada no estudo.

O estigma associado ao período faz com que muitas desacelerem a carreira. Algumas recusam promoções. Outras deixam cargos estratégicos.

Para as empresas, o impacto é direto. Há perda de talentos, aumento da rotatividade e interrupção de ciclos de inovação.

Sinais de alerta da exaustão emocional

Segundo Taty Nascimento, muitas mulheres entram em um estado chamado de "exaustão de combate". Nesse ponto, o cansaço deixa de ser pontual e se torna constante.

Os principais sinais incluem:

  • Perfeccionismo excessivo

  • Silêncio em reuniões

  • Irritabilidade frequente

  • Dificuldade de foco e memória

  • Resistência a tirar férias ou folgas

Reconhecer esses sinais é essencial para evitar o adoecimento emocional.

O que precisa mudar no ambiente de trabalho

As especialistas defendem mudanças estruturais na liderança. Em vez de medir performance por horas disponíveis, o foco deve ser impacto e sustentabilidade.

Boas práticas incluem:

  • Escuta ativa

  • Conversas individuais

  • Distribuição justa da carga de trabalho

  • Feedback sem viés

  • Combate a microagressões

  • Bem-estar como métrica de sucesso

"Equidade não é discurso. É prática diária integrada à cultura da empresa", reforça Magali.

Cuidar das mulheres é cuidar do coletivo

Os dados mostram que a sobrecarga emocional feminina não é um problema individual. Ela reflete estruturas que precisam ser revistas.

Quando mulheres adoecem, todo o ambiente de trabalho sente o impacto.

Promover equilíbrio entre saúde, carreira e vida pessoal não é privilégio.

É condição básica para engajamento, produtividade e bem-estar real.

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