"Perdi título de mestre porque virei mãe", diz pesquisadora
Bióloga apresentou dissertação com 36 semanas e foi aprovada pela banca, mas recebeu e-mail da instituição comunicando que perderia o título
A bióloga Ambar Soldevila, 29 anos, fez um longo desabafo no Instagram para contar sobre a perda do seu título de mestre após o nascimento do seu filho Caetano, 8 meses. Em seu perfil, a bióloga relata que engravidou no último ano de mestrado na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e com 36 semanas de gestação apresentou sua dissertação, que foi aprovada pela banca. Com os cuidados com o filho recém-nascido, porém, Ambar não conseguiu entregar a versão definitiva da dissertação para submissão do artigo, o que impediria a obtenção do título. “Depois que o prazo havia expirado, recebi um e-mail da secretária do PPG, dizendo que iria perder o título e estava enviando meu caso ao Colegiado”, postou.
Ambar relatou que antes mesmo de seu filho nascer já havia passado por dificuldades, pois o seu pedido de licença-maternidade foi negado pelo Programa de Pós-Graduação da UFOP. Através de nota publicada no perfil do Instagram, a Universidade Federal de Ouro Preto afirmou que o caso já está sendo acompanhado pela coordenação do programa. “O assunto continua em pauta e o conselho superior relacionado ao tema deve ser acionado para avaliar a situação”, informou a instituição.
Internautas têm declarado apoio a Ambar e repúdio às atitudes maternofóbicas. “@minhaufop reivindicamos que reveja seu posicionamento, urgente!”, escreveu uma doula no Instagram da universidade.