Roberta Rodrigues relembra processo de racismo movido contra a Globo: 'Não poderia baixar a cabeça'
A atriz venceu a ação que moveu contra a emissora após ser alvo de preconceito durante as gravações de uma novela
Roberta Rodrigues relmebrou o processo moveu contra a Globo após sofrer racismo e assédio moral de um diretor durante as gravações de Nos Tempos do Imperador. A atriz venceu a ação e disse que decidiu entrar na Justiça porque sempre foi ensinada que deveria respeitada e que deveria buscar pelos próprios direitos.
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"Passei por um caso de racismo com um diretor. Esse diretor foi muito agressivo, ele foi racista e abusivo", relembrou Roberta em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, exibido nesta terça-feira, 17.
"Sempre falei que, no dia que me desrespeitassem, iria atrás dos meus direitos. Isso aconteceu. Foi o que eu aprendi na minha vida. Meu pai sempre falou que eu poderia estar em qualquer lugar e teria o direito de ser respeitada. Isso é o básico."
A atriz falou que, após sofrer o racismo e assédio durante as gravações, ela "precisava de uma escuta" e, como isso não ocorreu com a Globo, ela decidiu entrar na Justiça. "Fui atrás de onde poderia ser ouvida. Abri um processo, ele correu, e eu venci esse processo. Isso foi muito importante, porque não é sobre uma empresa. Esse diretor foi responsável por isso, mas também serviu para a gente entender que nós, mulheres pretas, temos que ser respeitadas. É nosso direito, como qualquer outra mulher."
"Não poderia baixar a cabeça, fingir que nada estava acontecendo e passar por cima de mim mesma. Jamais passaria por cima de mim mesma. É sobre entender os seus direitos e correr na frente", completou Roberta.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a Justiça condenou a Globo a indenizar Roberta Rodrigues em R$ 500 mil pelo racismo e assédio moral sofridos em Nos Tempos do Imperador, que foi ao ar entre agosto de 2021 e fevereiro de 2022.