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Ator da Globo diz que passou por tratamento de 'cura gay' ao assumir homossexualidade

Hoje no ar como Anthony Verão em 'Vai Na Fé', Orlando Caldeira fez diversas sessões com um parapsicólogo

16 jun 2023 - 16h33
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Orlando Caldeira
Orlando Caldeira
Foto: Reprodução/ Globo

O ator Orlando Caldeira, de 38 anos, revelou que foi submetido a um tratamento de 'cura gay' após assumiu sua sexualidade. A situação aconteceu em 2003, e ele tinha 18 anos de idade quando revelou para a família que era um homem gay.

"No intuito de querer me ajudar, entre muitas aspas, minha mãe me levou para um parapsicólogo para fazer sessão de regressão. E ele prometia que ia me curar, em uma mentalidade muito bizarra sobre a 'cura gay'. Minha mãe gastou muito dinheiro nessas sessões, completamente na ilusão", lembrou o ator, em entrevista ao Gshow.

Orlando, que hoje está no ar como Anthony Verão em Vai Na Fé, da Globo, frequentou as sessões por um tempo, até que sua mãe decidiu levá-lo a uma psicóloga. Foi então que a família recebeu o alerta de que não havia nenhum problema com ele.

"Era ela [a mãe de Orlando] que precisava lidar com essa situação. E hoje, tenho a oportunidade de poder falar abertamente sobre a minha orientação. Sinto que estou levando uma mensagem positiva para as famílias, para entenderem e lidarem com essa questão com naturalidade, leveza, amor e respeito", acrescentou. 

Medo da revelação

Orlando Caldeira admitiu também que já sentiu medo em assumir sua sexualidade e acabar perdendo oportunidades de trabalho. No entanto, hoje isso não é mais uma preocupação sua.

Conforme avaliou, essa discriminação é um "ponto superado" e já se tornou "obsoleto". 

"Vivo livremente minha escolha, minha vida. Mas entendo que, mesmo que eu circule em ambientes que já existam um entendimento diferente sobre essas questões, a pauta segue acontecendo até que seja comum em todos os ambientes e em todos os espaços", acrescentou. 

Segundo ele, poder interpretar Anthony na trama é uma oportunidade de ultrapassar os estereótipos e humanizar a pessoa LGBTQIA+.

"A pessoa LGBTQIA+ não é uma coisa. Ali tem um ser humano que sofre, que ama, que chora, que inveja, que ambiciona e que vive. Para mim, está sendo um presente muito grande interpretar o Anthony e entender as curvas que esse personagem tem feito e vai fazer ainda na trama", destacou, ao elogiar a escrita da autora Rosane Svartman.

Fonte: Redação Terra
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