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MP de Portugal acusa mulher de racismo contra filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso

Caso de racismo envolvendo os filhos dos atores brasileiros aconteceu em 2022, no restaurante Clássico Beach Club

12 abr 2024 - 15h07
(atualizado às 16h44)
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Resumo
Ministério Público de Portugal acusou a portuguesa Adélia Barros de racismo contra os filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso pelas ofensas racistas feitas em julho de 2022 no restaurante Clássico Beach Club, na Costa da Caparica.
A portuguesa Adélia Barros foi acusada pelo MP de crimes de injúria, difamação e calúnia por motivações racistas
A portuguesa Adélia Barros foi acusada pelo MP de crimes de injúria, difamação e calúnia por motivações racistas
Foto: Reprodução: Instagram/gioewbank

O Ministério Público de Portugal acusou Adélia Barros de racismo contra os filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, Títi e Bless, de 10 e 9 anos, respectivamente. Ela foi denunciada em julho de 2022 pelas ofensas racistas proferidas contra as crianças no restaurante Clássico Beach Club, na Costa da Caparica. 

De acordo com o jornal português "Público", Adélia foi acusada pelo MP de crimes de injúria, difamação e calúnia por motivações racistas. A publicação também revelou que existe um processo de contra-ordenação por discriminação contra a portuguesa.

A acusação menciona que a mulher insultou os empregados do bar e depois os filhos dos atores, fazendo comentários como "seus pretos imundos" e "Portugal não é lugar para pretos", de acordo com o veículo.

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Casal se pronuncia

Em suas redes sociais, Bruno e Giovanna se manifestaram sobre o caso:

"Há quase 2 anos, fizemos uma acusação no Ministério Público de Portugal após nossos filhos e um grupo de angolanos serem vítimas de racismo. Racismo é crime e não pode ser banalizado. Inicialmente pedimos que a autora dos crimes fosse enquadrada em crimes previstos no artigo 240 do Código Penal Português que prevê punição para discriminação e incitamento ao ódio e à violência. A denúncia não foi aceita, mas nunca desistimos.

Hoje, podemos comemorar porque o Ministério Público aceitou nossa acusação por difamação e injúria racial e superou uma questão teórica sobre onde enquadrar o crime perante a lei. Vencemos, mas ainda é um pequeno passo. Entretanto, acreditamos que, se este processo puder conscientizar em questões de combate ao racismo, o mundo poderá, quem sabe um dia, ser mais igualitário. O próximo passo será o julgamento da racista. Esperamos voltar em breve para contar outra vitória. Porque acreditamos!

Agradecemos os advogados portugueses Rui Patrício, Catarina Martins Morão e Teresa Sousa Nunes que permanecem ao nosso lado para que a justiça reconheça o racismo como um crime – um crime que discrimina, que fere a autoestima e não permite que pessoas negras tenham oportunidades. Um crime que mata em qualquer parte do mundo. E a gente precisa construir uma sociedade que entenda que o racismo não pode ser tolerado, nem em forma de ódio disfarçada de piada.

Giovanna e Bruno".

Relembre o caso

O caso aconteceu no dia 30 de julho de 2022, no restaurante Clássico Beach Club, na Costa da Caparica, em Portugal. Na ocasião, Adélia também xingou uma família de turistas angolanos que estavam no local.

Em vídeo que circulou nas redes sociais, Giovanna Ewbank discutia com a mulher que proferiu as ofensas racistas contra seus filhos e chamou as pessoas negras do local de "pretos imundos". Bruno Gagliasso estava ao lado da esposa e chamou a polícia.

O Terra NÓS entrou em contato com o Ministério Público de Portugal e aguarda mais informações. A matéria será atualizada caso o MP retorne.

Crime de Racismo

O crime de racismo está previsto na Lei 7.716/1989 com pena de reclusão de um a três anos e multa. O crime é imprescritível e inafiançável. De acordo com a lei, racismo é "praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional".

Racismo é crime. Saiba como denunciar 

Racismo é crime, com pena de prisão prevista em lei. Ao presenciar qualquer episódio de racismo, denuncie. Você pode fazer isso por telefone, ligando 190 (em caso de flagrante) ou 100 a qualquer horário; pessoalmente ou online, abrindo um boletim de ocorrência em qualquer delegacia ou em delegacias especializadas.

Saiba mais sobre como denunciar aqui.

Fonte: Redação Nós
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